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Bancos, Seguradoras e Empresas de Cartão de Crédito se rendem - 12-09-2017

Por Cobertura - Publicado em 12 set 2017, 09h34

Algumas tendências que já vinham ocorrendo nos mais diferentes segmentos econômicos do país, chegam também às empresas ligadas ao sistema financeiro, segundo a mais recente pesquisa da Mercer que monitora há mais de 30 anos as politicas de RH do setor. A primeira e mais surpreendente são as que comprovam a existem de benefícios “do bem” focados exclusivamente em propiciar maior qualidade de vida aos profissionais do setor.

A pesquisa Club Survey tem uma base de dados de 476 mil profissionais, cerca de 210 áreas pesquisadas, 1762 cargos, de 168 empresas. Destas 84% oferecem horário flexível; 57% Massagem; 29% Home Office; 60% Academia; 44% Auxílio Maternidade e 40% programas de Medicina Preventiva. Se os dados que compõem a remuneração de executivos é fechado à sete chaves, por questões claras de confidencialidade, é interessante perceber que a parte liberada da pesquisa é de interesse público. Finalmente os Bancos e empresas do sistema financeiro sempre vistas como as vilãs do mercado de trabalho, se renderam à condição de se preocupar com sua equipe aquém dos benefícios monetários.

“Foi a primeira vez que a pesquisa conseguiu organizar informações sobre estes novos benefícios. Eles não faziam parte desse mundo de vocação estritamente monetizante que sempre foi o da indústria financeira, onde sempre trabalhei e conheço a trajetória. Fiquei surpreso e orgulhoso. Já era hora de imaginar que profissionais desse setor também merecem cuidados, e como merecem. Algumas empresas citaram ainda que tem Grupos de Corrida, Yoga, atuam com voluntariado, licença paternidade, e outras coisas bem diferentes mesmo”, comenta Joaquim Patto consultor sênior de Talent da Mercer e coordenador da pesquisa.

Ele também avalia que a revolução digital chegou para ficar e que as empresas que não se modernizarem estarão fora do mercado. A Ciência de Dados, Inovação e Inteligência Artificial protagonizam as tendências das áreas de negócios. “Estamos vislumbrando um novo perfil profissional, aqui veremos menos uma relação de tempo indeterminado com as empresas e mais com prazo determinado por projetos. Isso unido à uma qualidade de vida mais adequada nesse reconhecido mundo estressante do sistema financeiro”, finaliza.

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