• História

    Aproximadamente 2.300 anos antes de Cristo, os "cameleiros" conduzem mais uma caravana pelo deserto, para vender seus camelos nas cidades vizinhas.

    Desta vez eles partem seguros, apesar dos perigos de tais viagens.

    Um acordo inédito na História foi firmado entre eles: cada criador que perder um animal, por morte ou desaparecimento, terá a garantia de receber outro, pago por todos.

    O Seguro inicia sua história...

    Uma história que evoluiu constantemente.

  • História e Pioneirismo

    O mercado segurador do Paraná teve um marco importante em 1994. É que naquele ano o Sindicato das Empresas de Seguros Privados e Capitalização no Estado do Paraná completou 70 anos de existência.

    A entidade patronal não iniciou suas atividades já como Sindicato. Foi uma evolução lenta, porém em bases sólidas. Tudo começou em 1924 com o "Comitê Local Paranaense de Seguros". No ano de 1949 as empresas seguradoras do Estado optaram pela"Associação das Empresas de Seguros Privados e Capitalização do Paraná", sendo que a "Carta Sindical", assinada pelo então ministro Segadas Viana, foi concedida em 17 de dezembro de 1952. O Sindicato das Emprersas de Seguros Privados e Capitalização no Paraná não poderia de forma alguma deixar passar em branco uma data tão importante como esta.

    Com esta publicação, que resgata a memória do setor segurador paranaense, a entidade retrata as principais fases de sua história, homenageando os pioneiros e as companhias, que tanto contribuíram para que a imagem das empresas seguradoras sempre fosse motivo de orgulho para as forças vivas do Estado.

    Começamos relatando a história do seguro no mundo, que apesar de formas arcaicas, específicas para cada época, sempre teve como princípio a honestidade e o cumprimento fiel dos contratos.

    O setor segurador do Paraná através de suas bases sólidas e do trabalho sério desenvolvido ao longo de todos estes anos aparece com destaque no cenário nacional.

  • Comitê Local Paranaense

    Antes da fundação do Sindicato das Empresas de Seguros Privados e Capitalização no Estado do Paraná, existia o Comitê Local Paranaense de Seguros, fundado em julho de 1924, como Comitê Misto Paranaense e Santa Catarinense, tendo sido organizado por Carl Metz, então secretário da Associação das Companhias de Seguros do Rio de Janeiro e diretor da Cia Internacional da Seguros. Sua primeira reunião foi realizada no dia 28 de agosto de 1924 e até 1926 o Comitê era composto por oito membros.

    Da primeira diretoria faziam parte:

    • David Carneiro & Cia (representando a Cia Anglo Sul América, hoje Sul América), através de Bráulio Virmond de Lima;

    • Leão Junior & Cia Liverpool e London, através de Agostinho E. Leão;

    • Carlos Quentel, da Aechen & Munich;

    • Manoel José Gonçalves - Lloyde Sul Americano, através de Henrique Jouve;

    • Humberto Carnascialli da Royal Exchange;

    • Campos Lobo e Cia - Aliança da Bahia (com secretaria em Florianópolis - SC);

    • Livonius & Cia - Cia Internacional de Seguros (com secretaria em Blumenau - SC) e

    • B. R. Azevedo & Cia - Alliance Assurance.

    PRIMEIRA DIRETORIA

    A primeira diretoria eleita pelo Comitê Local Paranaense de Seguros, depois de adotado em regulamento, proposto pela Comissão Mista do Rio de Janeiro no dia 5 de agosto de 1926 teve como presidente Carlos Quentel, no período 1926/1929.

    Carlos Quentel
    Humberto Carnascialli
    Henrique Jouve
    Gabriel Veiga

    Os demais presidentes foram:

    Presidente

    Humberto Carnascialli

    Bráulio Virmond de Lima

    Humberto Carnascialli

    Abílio Abreu

    Manuel Francisco Correia

    Hans Sattig

    Raimundo Couto

    Henrique Jouve

    Raimundo Couto

    Abílio Abreu

    Arnaldo Barros

    A. F. Miranda Rosa

    Gabriel Leão da Veiga

    Othon Maeder

    Gabriel Leão da Veiga

    Othon Maeder

    Gabriel Leão da Veiga

    Acésio Guimarães

    Marino Wanderley Pinto

    Cesar Correia

    Altamirano Pereira

    Cesar G. Correia

    Carlos Marucco

    Abibe Isfer

    Período

    1929/1930

    1930/1931

    1931/1932

    1932/1933

    1933/1934

    1934/1935

    1935/1936

    1936/1937

    1937/1938

    1938/1939

    1939/1940

    1940/1941

    1941/1942

    1942/1943

    1943/1944

    1944/1945

    1945/1945

    1946/1947

    1947/1948

    1948/1949

    1949/1950

    1950/1951

    1951/1952

    1952/1953


    No período de 1936 a 31 exerceu cargo de Secretário-Delegado o Sr. José Sicupira. O empresário Primo Lattes, fazendo parte da diretoria desde julho de 1925, foi eleito Secretário-Delegado em julho de 1931, exercendo o cargo durante todos os anos, em todas as Diretorias, inclusive no Sindicato até 31 de maio de 1957. A Associação das Companhias de Seguros Privados e Capitalização no Estado do Paraná foi fundada em 16 de setembro de 1949, tendo como presidente Othon Maeder. Seu Conselho Diretor estava assim formado:

    Presidente: Othon Maeder

    Membros: Alfredo Roloff e Abibe Isfer

    Conselheiros Fiscais: Primo Lattes, Cesar Correia e Carlos Marucco

    Fac-símile do Regulamento do Comitê Local Paranaense de Seguros que disciplinava as atividades da entidade

    A Associação foi reconhecida como Sindicato em 17 de dezembro de 1952. Sua primeira diretoria para a gestão de 1953/1955, eleita em fevereiro de 1953 ficou assim constituída:

    Presidente: Anacleto Theogenes Carli

    Secretário: Primo Lattes

    Tesoureiro: Abibe Isfer

    Suplentes: Cesar G. Correia, Carlos Marucco e Alfredo Roloff

  • Seguro no Mundo

    O Seguro não é uma figura da sociedade moderna. Em nossa história podemos constatar a presença do seguro nas mais remotas civilizações.

    Em princípio, a assistência era dada pelos membros da mesma família, sempre cooperando para a própria defesa e desenvolvimento; pelos vizinhos, depois, movidos por sentimentos de amizade ou piedosos; pelos companheiros de trabalho; pelo empregador ou proprietário de terras.

    Surgiram, bem mais tarde, quando o espírito associativo adquiriu maior autonomia, as corporações de caráter religioso ou leigo.

    Essas associações se chamavam Sheni na antiga Índia, segundo os textos do Código de Manu . Há notícias de sua existência entre os egípcios,com denominações diversas. Entre os gregos são conhecidas como Koinonia.

    Apareceram na civilização romana sob a forma de Collegia Tenuiroum, Collegia Funeraticia ou os Sadalitia . Prestavam ajuda na enfermidade ou quando morria um de seus membros.

    Na Idade Média, apareceram as corporações de ofício, primeiros exemplos de agremiações profissionais, que impuseram a seus integrantes o dever de auxílio mútuo em caso de enfermidade. Inspiradas pelo sentimento cristão, surgem, igualmente as confrarias medievais, como instituições associativas de caráter geral, destinadas ao culto religioso, a ajudar os confrades enfermos e a realizar os funerais. Das confrarias nasceram, posteriormente, as irmandades de socorro mútuos, as quais, constituíam autenticas sociedades organizadas com tal perfeição técnica que, nada tinham a dever às mutualidades modernas do século XX. O benefício já não era ajuda discricionária, senão autêntico direito adquirido por sistema de cotização, bem estruturado e regulado por um regime de prestações pré-estabelecidas.

    Na era cristã, aparece no Oriente Médio uma coletânea de sentenças e pareceres proferidos pelos rabinos.

    Trata-se de um dos Talmud (356/425 DC). Regulamenta com maior precisão uma das formas societárias adotadas para disciplinar a cobertura.

    Os navegantes podiam convencionar que todos os membros da sociedade contribuíssem para a construção de outro barco, caso um de seus participantes viesse a perder o seu, por efeito exclusivo da sorte e não de alguma imprudência cometida.

    Segundo o Talmud dos Palestinos, o proprietário que perdesse um asno, devorado por feras, furtado ou sumido, tinha o direito de auxílio da sua comunidade para comprar outro. Os Gregos herdaram das civilizações anteriores muitas instituições, que aprimoraram e desenvolveram. Com base na mutualidade, organizaram entidades cooperativas para indenizar as perdas nos transportes terrestres e marítimos. Conheceram e divulgaram importantes instituições jurídicas de outros povos, como a contribuição para o salvamento marítimo e o empréstimo para operações no mar, já praticadas pelos fenícios e outros povos mais antigos.

    Em Roma, onde se desenvolveu a civilização mais importante depois da grega, floresceram vários tipos de sociedades, visando o amparo recíproco de seus membros e de seus familiares, quando atingidos por doença ou velhice.

    Quando apareceram as Leis das Doze Tábuas , por volta de 450 AC, nela forma incluídos dispositivos sobre as sociedades, o que comprova sua existência anterior, sob a forma de normas costumeiras, a ponto de despertar a atenção do legislador.

    Havia sociedades de várias espécies, atendendo a objetivos diferentes, desde os interesses particulares de uma determinada classe profissional até de natureza religiosa.

    As operações de seguros propriamente ditas, só apareceram no último período da Idade Média.

    As corporações, surgidas como solução para enfrentar a insegurança decorrente da falta de poder central atuante, reforçaram o espírito de comunidade e a solidariedade entre seus membros facilitava a solução dos problemas de proteção contra os riscos que lhe ameaçavam vida e bens.

    Considera-se Contrato de Seguro , aquele pelo qual uma das partes de obriga para com a outra, mediante o pagamento de um prêmio, a indenizá-la pelo prejuízo resultante de riscos futuros previstos no contrato.

    O documento que estabelece o seguro chama-se apólice. É nele que são registrados os compromissos assumidos, o valor do objeto segurado, o prêmio que deve ser pago e a indenização à pessoa segurada, quando do provável sinístro.

  • Contrato de Seguro

    No século XII d.C., nasce uma nova modalidade de seguro chamada "Contrato de Dinheiro à Risco Marítimo".

    Era comum o empréstimo para cobrir os riscos do mar, tendo como garantia o navio com todos os seus apetrechos e carga. Se o navio não chegasse ao destino, cessava a obrigação de devolução do empréstimo. E se chegasse, o empréstimo era devolvido com acréscimo de "Juros Náuticos".

    Embora tenha aparecido em momento histórico, cujo desenvolvimento econômico necessitava de instrumento mais eficiente para se resguardar os riscos, sobretudo nas vias marítimas, o seguro tropeçou em muitas dificuldades. O prêmio cobrado dependia apenas da experiência do segurador, adquirida à custa de seus resultados nem sempre positivos. Não havia também maior compreensão por parte do segurados que, desconhecendo a verdadeira natureza do contrato, procuravam, muitas vezes, distorcer sua finalidade.

    Se em nosso dias o segurador ainda não conseguiu se libertar dos segurados inescrupulosos, que criam inúmeras formas de fraudes contra a instituição, apesar do progresso, fácil é presumir o que deveria ocorrer naquele período histórico, quando surgiu o seguro, quando as viagens duravam meses e os navegantes perdiam os contatos com suas bases originais.

    O seguro de vida começou a articular seus primeiros passos ao lado do seguro marítimo. Fazia-se o seguro de escravos, considerados mercadorias, pois sua morte constituía em perda econômica. Com o passar dos tempos, o seguro de vida ganhou autonomia. Mas, carecendo de bases técnicas, estava fadado ao insucesso. Acabou sendo um contrato repudiado, porque punha, muitas vezes, em perigo a vida de pessoas, que nem mesmo intervinham na sua elaboração.


  • Primeiras Legislações

    Em 1234, o Papa Gregório IX proibiu as atividades de empréstimos, o que propiciou o aparecimento do primeiro sistema propriamente de seguro. Um século depois, na Itália, firma-se o primeiro contrato de seguro nos moldes atuais, com emissão de apólice - um contrato de seguro marítimo. Afinal, agora estamos no período em que começaram as grandes navegações marítimas. No século XVII foi criado o "Lloyd's" de Londres, instituição que funciona até hoje, como uma bolsa de seguros.

    As normas regulamentares do contrato forma surgindo aos poucos e visavam coibir os abusos, garantir a boa fé exigida pelo contrato e forçar o cumprimento das obrigações assumidas. Uma dessas normas deu ao contrato de seguro caráter solene, celebrado em cartório.

    Data de 1369 uma das primeiras intervenções legislativas, na cidade de Gênova, decretando penas rigorosas contra os que se furtavam ao cumprimento do seguro.

    A primazia da elaboração do primeiro documento legislativo sobre o contrato de seguro coube a Barcelona, no século XV. Em sua primeira edição estabeleceu normas sobre a elaboração do contrato de seguro, que devia ser feito por escrito. Impunha ao segurado a participação do risco, isto é, não podia fazer o seguro total dos bens, devendo ficar a seu cargo uma parcela. Proibiu o seguro duplo, ou seja, segurar a mesma coisa mais de uma vez.

    Estas e outras normas contidas na Ordenança forma mantidas pelas legislações posteriores e, em grande parte, ainda se conservam nas leis atuais.

  • O Seguro no Brasil

    No século XIX o seguro iniciava sua história no Brasil. Da "Companhia de Seguros Boa Fé", na Bahia, até a "Companhia de Seguro Tranquilidade", no Rio de Janeiro (primeira a comercializar o seguro de vida). O Brasil teve, a partir da promulgação do código comercial, sua implantação definitiva, com modalidades que iam do seguro contra incêndio ao de mortalidade de escravos. Uma história de sucesso...

    O Seguro já havia alcançado sua maturidade no velho mundo, quando o Brasil começou sua atividade no ramo. Foi em 1808 que se constituiu a primeira companhia de seguros, denominada Boa Fé. Os seguradores europeus não operavam no país, conforme pode ser constatado no decreto de autorização desta companhia: "tendo consideração a me representarem os comerciantes desta praça a falta que nela há de seguradores". Esta seguradora se regulava pelas normas da Casa de Seguros de Lisboa.

    Consumada a independência do Brasil, a separação política não cessou de imediato à aplicação das leis portuguesas entre nós. Continuaram vigorando, por efeito de determinação da Assembléia Constituinte e Legislativa, contida em lei de 20 de outubro de 1823. Desta forma, as operações de seguro permaneceram disciplinada pela Casa de Seguros de Lisboa, que por sua vez, se sujeitava a todas as regras gerais praticadas nas mais variadas praças da Europa.

    Assim sendo, os seguradores brasileiros podiam valer-se da legislação de outros povos para conduzir suas relações contratuais com seus segurados.

    Visando a expansão do seguro no Brasil, foi publicada em 26 de julho de 1831, outra lei, extinguindo as provedorias de seguros das províncias do Império e liberando o seguro do pagamento de qualquer imposto. As questões resultantes do contrato deveriam ser dirigidas por árbitros nomeados pelas partes. A legislação escassa durou até a promulgação do Código Comercial, em 1850.

    As operações de seguro eram poucas, pois nossa economia era também incipiente. Não se impunha a necessidade de legislação sobre seguros, mesmo porque a liberdade contratual favorecia às partes a discussão sobre as cláusulas do negócio. Podiam os seguradores valer-se da experiência dos países europeus, incluindo nas apólices as condições que melhor acautelassem seus interesses.

    Os preceitos formulados pelo Código Comercial Brasileiro e pelo Código Civil Brasileiro compõem em conjunto o que se chama Direito Privado do Seguro. Estes preceitos fixam os princípios essenciais do contrato e disciplinam os direitos e obrigações das partes e foram elaboradas ao longo dos séculos. Foram estes princípios fundamentais que garantiram o desenvolvimento da instituição do seguro, superando a incompreensão inicial dos segurados e a resguardando das distorções inspiradas pela tentação de transformar o contrato em fonte de lucro.

    Por volta de 1934, quando as primeiras leis trabalhistas foram estabelecidas no Brasil, foram introduzidas algumas normas complementares ao direito codificado. Verificou-se então a imposição legal de contratar seguro. Os empregadores forma obrigados a fazer o seguros de acidentes do trabalho de seus empregados.


  • Mercado Segurador do Paraná

    O setor segurador tem atuação expressiva no nosso Estado do Paraná. Cinco companhias seguradoras possuem matriz no Paraná, totalizando 51 com sucursais no Estado, envolvendo 2.387 corretores. Estão instaladas no Paraná, 561 corretoras pessoa jurídica e 1.150 corretores pessoa física. Em Curitiba o número de corretores chega a 1.218 e no interior do estado totaliza 1.169.

    As Companhias Seguradoras participam com 1,1% do Produto Interno Bruto do Paraná e no ranking nacional o mercado segurador paranaense ocupa o quarto lugar.

    Há anos atrás o Mercado Segurador Paranaense desfrutou de posição privilegiada, quando aqui sediou diversas matrizes de empresas seguradoras, dentre as quais poderemos citar a Seguradora Atalaia, a Paraná Cia. de Seguros, a Ouro Verde Cia. de Seguros, a Cia. Comercial de Seguros e a Seguradora Indústria e Comércio.

    Entretanto, posteriormente àquela fase, verificou-se certa redução do número de seguradoras, por força da política adotada pelo Governo Federal que estimulou as fusões e incorporações diminuindo sensivelmente o número de seguradoras em todo o país, com vistas o maior fortalecimento do mercado nacional.

    Hoje, felizmente, entre nós, verifica-se nova expansão e desenvolvimento do nosso mercado regional, quando para cá convergem muitas sucursais de quase todas as seguradoras.

    O mercado segurador paranaense é um dos mais importantes do país, e as perspectivas de crescimento são realmente animadoras, acompanhando assim o crescimento do Paraná, que hoje se projeta no cenário brasileiro como uma das mais prósperas regiões do nosso território, ocupando importante posição de vanguarda.


  • Fundação do Sindicato

    No dia 8 de maio de 1953 tomou posse a primeira diretoria do Sindicato das Empresas de Seguros Privados e Capitalização no Estado do Paraná, para a gestão 1953/55, tendo como presidente Anacleto Theógenes Carli.

    No alvorecer do século de XIX o Paraná dá mostra de significativo progresso, cuja ressonância serviu de lastro e inspiração para estimular as lutas pela sua emancipação política, desligando-se de São Paulo já no Segundo Império. O seu florescimento cresce continuamente. Para alguns a visita de D. Pedro II às terras paranaenses é o acontecimento que define o surto de seu desenvolvimento.

    O Paraná teve a felicidae de não sofrer a influência negativa da escravidão; ao contrário, as correntes imigratórias tiveram acentuada predominância, cuja mescla sangüínea contribuiu com a qualidade de novas técnicas e de um trabalho marcado pela audácia e determinação. Além disso, o povoamento também vem sendo feito com brasileiros de outras regiões, com os quais partilhamos as mesmas esperanças para compor a fisionomia de uma terra cheia de brasilidade e civismo.

    No espaço brasileiro a região paranaense é vista como a de maior futuro, naturalmente pelos recursos naturais de que dispõe, fonte permanente de progresso e de incontáveis possibilidades, pois é o Estado de maior potencial hidrelétrico do país, favorecendo o desenvolvimento de um grande parque de produção, inclusive no que toca à eletrificação rural e energia industrial. Além disso, vale acentuar a influência das escolas universitárias na formação das elites que são preparadas, contribuindo sensivelmente para o crescente progresso desta unidade federativa, que hoje detém posição invejável na formação da economia nacional. O Paraná, portanto, é uma região em contante transformação, projetando-se para o futuro com expressão bastante vigorosa, conseqüência, sem dúvida, do esforço e do trabalho de sua gente generosa, realizadora e hospitaleira.

    Dentro desse cenário de otimismo e pioneirismo, a indústria do seguro tem encontrado campo propício para sua expansão, oferecendo apoio e segurança às transformações econômicas, cobrindo os riscos de todas as atividades geradoras de riquezas, e promovendo, ao lado disso, a captação e acumulação de poupança, cujos recursos são canalizados para o corpo econômico e para o universo social.

    Em agosto de 1924 já se encontrava em atividade o Comitê Mixto de Seguros, abrangendo o Paraná e Santa Catarina, cuja entidade congregava apreciável número de empresas locais. Funcionavam como agentes de várias seguradoras que operavam no mercado regional, como por exemplo os Srs. Braulio Virmond de Oliveira Lima, da firma David Carneiro & Cia, pela Anglo Sul Americana; Agostinho Ermelino de Leão, da firma Leão Junior & Cia, pela Liverpool & London & Globe Insurance Company Limited; Carlos Quentel pela Saachen & Munich; Henrique Jouve pelo Lloyd Sul Americano; Humberto Carnascialli pela Royal Exchange Company; Campos Lobo & Cia pela Aliança da Bahia; Livonius & Cia pela Internacional de Seguros; R. B. de Azevedo & Cia pela Alliance Assurance. A presença dessas seguradoras indicava que o mercado regional oferecia condições favoráveis à sua expansão.

    Posteriormente, a denominação do Comitê foi alterada para Comitê Local Paranaense de Seguros. Em 1949 esteve em Curitiba o Sr. Carlos Alberto Levy, o qual em visita à Atalaia Cia. de Seguros, encareceu a necessidade de ser fundado um Sindicato de classe, a fim de que fosse constituída a Federação Nacional das Empresas de Seguros, a ter sede no Rio de Janeiro. Por exigência legal, seriam necessários, no mínimo, quatro Sindicatos regionais, para que se justificasse a existência da pretendida Federação.

    Assim é que o Sr. Carlos Alberto Levy, acompanhado de um diretor da Atalaia e do Dr. Rubens Requião, advogado local e de reconhecido prestígio, avistaram-se com o Sr. Cesar G. Correia, que na oportunidade exercia o cargo de presidente do Comitê Local. O assunto, depois daquele encontro inicial, foi levado ao plenário daquela entidade, mediante Assembléia Geral convocada para este fim, que contou com um comparecimento de quarenta e cinco associados, ficando aprovada a instalação da Associação das Empresas de Seguros Privados e Capitalização no Estado do Paraná, isto em data de 16 de Setembro de 1949, para que, oportunamente a Associação fosse transformada em Sindicato de classe, conforme exigia a legislação então vigente.

    Finalmente em data de 17 de Dezembro de 1952 era expedida a carta autorizando o funcionamento do Sindicato das Empresas de Seguros Privados e Capitalização no Estado do Paraná, cujo diploma foi assinado pelo Dr. Segadas Viana, Ministro do Estado dos Negócios do Trabalho, Indústria e Comércio.

    Em janeiro de 1953 foram convocadas as eleições para a primeira Diretoria, realizadas em 27 de fevereiro de 1953 e cuja posse efetivou-se em data de 8 de maio de 1953.

    Essa primeira Diretoria estava assim constituída: Anacleto Theogenes Carli como presidente; Alfredo Roloff e Abibe Isfer como diretores; Primo Lattes, Cesar G. Correia e Carlos Marucco como suplentes; Arnaldo Barros, Joel Correia de Souza Pinto e Nelson de Castro como conselheiros e Osny Cesário Pereira, Pedro Collere Júnior e Léo M. Zanardini como suplentes.

    O Sindicato nascera sob a égide daqueles que no passado, com fé e destemor, legaram um patrimônio de trabalho, onde a perseverança e o sacrifício dão testemunho eloqüente do muito que foi realizado. Além disso, vivía-se uma época de grandes transformações, quando o Paraná experimentava uma fase de expressivo desenvolvimento, motivado pelo surto demográfico e também pela expansão de sua agricultura, que o transformou num vasto celeiro.

    O Estado aceitara o desafio que o progresso exigia, enveredando por novos rumos e vivendo o clima de euforia com que vem assinalando os êxitos de sua trajetória, consciente de sua significativa participação na vida nacional.

    O Sindicato das Empresas de Seguros e Capitalização no Estado do Paraná, na evolução da sua história, vem promovendo o entrosamento da classe e estimulando o intercâmbio de idéias e experiências, buscando com isso a necessária participação de todos. Sem dar tréguas aos objetivos de sua destinação, vem batalhando, sem cessar pelas reivindicações da classe que representa, em cujo processo está compromissado com o aprimoramento do seguro.



  • Fundação do Sindicato - Gestões



    No dia 8 de maio de 1953 tomou posse a primeira diretoria do Sindicato das Empresas de Seguros Privados e Capitalização no Estado do Paraná, para a gestão 1953/55, tendo como presidente Anacleto Theógenes Carli.

    No alvorecer do século de XIX o Paraná dá mostra de significativo progresso, cuja ressonância serviu de lastro e inspiração para estimular as lutas pela sua emancipação política, desligando-se de São Paulo já no Segundo Império. O seu florescimento cresce continuamente. Para alguns a visita de D. Pedro II às terras paranaenses é o acontecimento que define o surto de seu desenvolvimento.

    O Paraná teve a felicidae de não sofrer a influência negativa da escravidão; ao contrário, as correntes imigratórias tiveram acentuada predominância, cuja mescla sangüínea contribuiu com a qualidade de novas técnicas e de um trabalho marcado pela audácia e determinação. Além disso, o povoamento também vem sendo feito com brasileiros de outras regiões, com os quais partilhamos as mesmas esperanças para compor a fisionomia de uma terra cheia de brasilidade e civismo.

    No espaço brasileiro a região paranaense é vista como a de maior futuro, naturalmente pelos recursos naturais de que dispõe, fonte permanente de progresso e de incontáveis possibilidades, pois é o Estado de maior potencial hidrelétrico do país, favorecendo o desenvolvimento de um grande parque de produção, inclusive no que toca à eletrificação rural e energia industrial. Além disso, vale acentuar a influência das escolas universitárias na formação das elites que são preparadas, contribuindo sensivelmente para o crescente progresso desta unidade federativa, que hoje detém posição invejável na formação da economia nacional. O Paraná, portanto, é uma região em contante transformação, projetando-se para o futuro com expressão bastante vigorosa, conseqüência, sem dúvida, do esforço e do trabalho de sua gente generosa, realizadora e hospitaleira.

    Dentro desse cenário de otimismo e pioneirismo, a indústria do seguro tem encontrado campo propício para sua expansão, oferecendo apoio e segurança às transformações econômicas, cobrindo os riscos de todas as atividades geradoras de riquezas, e promovendo, ao lado disso, a captação e acumulação de poupança, cujos recursos são canalizados para o corpo econômico e para o universo social.

    Em agosto de 1924 já se encontrava em atividade o Comitê Mixto de Seguros, abrangendo o Paraná e Santa Catarina, cuja entidade congregava apreciável número de empresas locais. Funcionavam como agentes de várias seguradoras que operavam no mercado regional, como por exemplo os Srs. Braulio Virmond de Oliveira Lima, da firma David Carneiro & Cia, pela Anglo Sul Americana; Agostinho Ermelino de Leão, da firma Leão Junior & Cia, pela Liverpool & London & Globe Insurance Company Limited; Carlos Quentel pela Saachen & Munich; Henrique Jouve pelo Lloyd Sul Americano; Humberto Carnascialli pela Royal Exchange Company; Campos Lobo & Cia pela Aliança da Bahia; Livonius & Cia pela Internacional de Seguros; R. B. de Azevedo & Cia pela Alliance Assurance. A presença dessas seguradoras indicava que o mercado regional oferecia condições favoráveis à sua expansão.

    Posteriormente, a denominação do Comitê foi alterada para Comitê Local Paranaense de Seguros. Em 1949 esteve em Curitiba o Sr. Carlos Alberto Levy, o qual em visita à Atalaia Cia. de Seguros, encareceu a necessidade de ser fundado um Sindicato de classe, a fim de que fosse constituída a Federação Nacional das Empresas de Seguros, a ter sede no Rio de Janeiro. Por exigência legal, seriam necessários, no mínimo, quatro Sindicatos regionais, para que se justificasse a existência da pretendida Federação.

    Assim é que o Sr. Carlos Alberto Levy, acompanhado de um diretor da Atalaia e do Dr. Rubens Requião, advogado local e de reconhecido prestígio, avistaram-se com o Sr. Cesar G. Correia, que na oportunidade exercia o cargo de presidente do Comitê Local. O assunto, depois daquele encontro inicial, foi levado ao plenário daquela entidade, mediante Assembléia Geral convocada para este fim, que contou com um comparecimento de quarenta e cinco associados, ficando aprovada a instalação da Associação das Empresas de Seguros Privados e Capitalização no Estado do Paraná, isto em data de 16 de Setembro de 1949, para que, oportunamente a Associação fosse transformada em Sindicato de classe, conforme exigia a legislação então vigente.

    Finalmente em data de 17 de Dezembro de 1952 era expedida a carta autorizando o funcionamento do Sindicato das Empresas de Seguros Privados e Capitalização no Estado do Paraná, cujo diploma foi assinado pelo Dr. Segadas Viana, Ministro do Estado dos Negócios do Trabalho, Indústria e Comércio.

    Em janeiro de 1953 foram convocadas as eleições para a primeira Diretoria, realizadas em 27 de fevereiro de 1953 e cuja posse efetivou-se em data de 8 de maio de 1953.

    Essa primeira Diretoria estava assim constituída: Anacleto Theogenes Carli como presidente; Alfredo Roloff e Abibe Isfer como diretores; Primo Lattes, Cesar G. Correia e Carlos Marucco como suplentes; Arnaldo Barros, Joel Correia de Souza Pinto e Nelson de Castro como conselheiros e Osny Cesário Pereira, Pedro Collere Júnior e Léo M. Zanardini como suplentes.

    O Sindicato nascera sob a égide daqueles que no passado, com fé e destemor, legaram um patrimônio de trabalho, onde a perseverança e o sacrifício dão testemunho eloqüente do muito que foi realizado. Além disso, vivía-se uma época de grandes transformações, quando o Paraná experimentava uma fase de expressivo desenvolvimento, motivado pelo surto demográfico e também pela expansão de sua agricultura, que o transformou num vasto celeiro.

    O Estado aceitara o desafio que o progresso exigia, enveredando por novos rumos e vivendo o clima de euforia com que vem assinalando os êxitos de sua trajetória, consciente de sua significativa participação na vida nacional.


    O Sindicato das Empresas de Seguros e Capitalização no Estado do Paraná, na evolução da sua história, vem promovendo o entrosamento da classe e estimulando o intercâmbio de idéias e experiências, buscando com isso a necessária participação de todos. Sem dar tréguas aos objetivos de sua destinação, vem batalhando, sem cessar pelas reivindicações da classe que representa, em cujo processo está compromissado com o aprimoramento do seguro.


    Gestões

    1953 - 1955 Presidente
    Anacleto Theogenes Carli

    Secretário
    Primo Lattes

    Tesoureiro
    Abibe Isfer

    Suplentes da Diretoria
    César G. Correia
    Carlos Marucco

    Membros do Conselho Fiscal
    Arnaldo Barros
    Joel Correia de Souza Pinto
    Nelson de Castro

    Suplentes do Conselho Fiscal
    Pedro Collere Júnior
    Léo Cesário Pereira

    1957 - 1959 Presidente
    Joel Correia de Souza Pinto

    Secretário
    Vitor Angelo Barbosa

    Tesoureiro
    Abibe Isfer

    Suplentes da Diretoria
    César G. Correia
    Carlos Marucco
    Nelson de Castro

    Membros do Conselho Fiscal
    Alfredo Roloff
    Léo M. Zanardini
    Pedro Collere Júnior

    Suplentes do Conselho Fiscal
    Arnaldo Barros
    Reino Lattes
    Agostinho B. da Veiga

    1959 - 1961 Presidente
    César G. Correia
    Secretário
    Carlos Marucco

    Tesoureiro
    Abibe Isfer

    Suplentes da Diretoria
    Joel Correia de Souza Pinto
    Rubens Brustolin
    Antônio Licheski Sobrinho

    Membros do Conselho Fiscal
    Agostinho B. da Veiga
    Arnaldo Barros
    Mário Dantas

    Suplentes do Conselho Fiscal
    Reino Lattes
    Adolfo Peres Vilches
    Lizis Isfer

    Delegados Representantes do Conselho da Federação eleitos em 5 de maio
    Othon Mader
    Edmundo Lemanski
    Denio Leite Novaes

    Membros Efetivos
    Victor Angelo Barbosa
    Arnaldo L. Siqueira
    Marcy Mathias de Farias

    1961 - 1963 Presidente
    Edmundo Lemanski

    Secretário
    Denio Leite Novaes

    Tesoureiro
    José Café Filho

    Diretores
    Bráulio Rodrigues da Cruz
    Emanuel Ramos Reggio
    Nelson Castro

    Suplentes do Conselho Fiscal
    Rômulo Monteiro
    Gavino Mugiatti
    Marcy Mathias de Farias
    Membro Efetivo
    Benjamin Zilli Júnior

    Suplente do Membro Efetivo
    Edmundo Azevedo

    Conselho de Representantes como Membros Efetivos
    Edmundo Lemanski
    Othon Mader
    Rubem Motta
    Manuel Freire
    Octávio Naval Júnior

    1963 - 1965 Diretoria
    Edmundo Lemanski
    Dorcel Pizzato
    Olavo Correia Rispoli
    Bráulio Rodrigues da Cruz
    Mário Petrelli

    Suplentes da Diretoria
    Alfredo Roloff
    Manoel da Silva Machado
    Dirceu W. Capistrano
    Arnaldo Freitas Cajuciro
    Oswaldo Voigt

    Membros do Conselho Fiscal
    Rômolo Rodrigues Monteiro
    Gavino Mugiatti
    Léo M. Zanardini
    Benjamin Zilli Júnior Eduardo Azevedo
    Antônio Policeni

    Representantes no Conselho de Representantes
    Edmundo Lemanski
    Othon Mader
    Denio Leite Novaes Suplentes Rubem Motta Milande Medrado Dias Manoel Freire
    1965 - 1967 Diretoria
    Mário Petrelli
    Victor Angelo Barbosa
    Denio Leite Novaes
    Olavo Correia Rispoli
    Rômolo Rodrigues

    Suplentes da Diretoria
    Eduardo Gabriel Peres
    Manoel da Silva Machado
    Alaor Gerson Brenner
    Emanoel Ramos Régio
    Armando de Freitas Cajueiro

    Membros do Conselho Fiscal
    Alfredo Roloff
    Gavino Mugiatti
    Dirceu W. de Capistrano

    Suplentes do Conselho Fiscal
    Oswaldo Voigt
    Darcy Frechse
    Attilio Barbosa Ribas

    Representantes da Federação
    Othon Mader
    Edmundo Lemanski
    Braulio Rodrigues da Cruz

    Suplentes
    Rubem Motta
    Adolpho de Oliveira Franco Jr
    Amauri Freire Nogueira Gameiro

    1967 - 1969 Diretoria
    Mário Petrelli
    Dorcel Pizatto
    João Elisio Ferraz de Campos
    Lysis Isfer
    Denio Leite Novaes

    Suplentes da Diretoria
    Alfredo Roloff
    Eduardo Peres
    José Soares de Meneses
    Percy Buechner

    Membros do Conselho Fiscal
    Dirceu W. De Capistrano
    Manoel da Silva Machado
    Henacy Plácido Luz

    Suplentes do Conselho Fiscal
    Oswaldo Voigt
    Mário B. Marucco
    Rômolo Rodrigues Monteiro

    Conselho de Representantes da Federação Nacional
    Othon Mader
    Mário Petrelli
    Adolpho de Oliveira Franco Jr
    Abibe Isfer
    Rubem Motta
    Hamilcar Pizatto

    1969 - 1972 Presidente
    Adolpho de Oliveira Franco Jr

    Vice-Presidente
    Mário Gonzaga Petrelli

    Secretário
    Denio Leite Novaes

    Tesoureiro
    Abibe Isfer

    Diretor Procurador
    Olavo Correia Rispolli

    Conselho Fiscal
    Lysis Isfer
    Albary Guimarães
    Medoro Emilio Belotti
    Membro Efetivo
    Lídio Lorusso

    Suplentes do Membro Efetivo
    Eduardo Peres
    Mário B. Marucco

    Representantes do Sindicato junto ao Conselho da Federação
    Adolpho de Oliveira Franco Jr
    Mário José Gonzaga Petrelli
    Hamilcar Pizatto

    Membro Efetivo de Representantes
    Denio Leite Novaes

    Suplentes do Membro Efetivo de Representantes
    Lysis Isfer
    Rubem Motta

    1972 - 1975 Diretoria
    Adolpho de Oliveira Franco Jr
    Mário José Gonzaga Petrelli
    Hamilcar Pizatto
    Lysis Isfer
    José Maria de Barros Faria

    Suplentes
    João Elisio Ferraz de Campos
    Norton Macedo Correia
    João Batista da Silva Jappert
    Lidio Lorusso
    José Soares de Meneses

    Conselho Fiscal/Membros Efetivos
    Braulio Rodrigues da Cruz
    Eduardo Peres
    Percy Buechner

    Conselho Fiscal/Membros Suplentes
    Manoel da Silva Machado
    Mário B. Marucco
    Joaquim Machado

    Membros Efetivos do Conselho de Representantes na Federação
    Hamilcar Pizatto
    Lysis Isfer

    Suplentes dos Membros Efetivos de Representantes na Federação
    Adolpho de Oliveira Franco Jr
    Mário José Gonzaga Petrelli

    1975 - 1978 Diretoria
    Lysis Isfer
    Mário José Gonzaga Petrelli
    Hamilcar Pizatto
    Manoel da Silva Machado
    Braulio Rodrigues da Cruz

    Suplentes
    Lidio Lorusso
    José Maria de Barros Faria
    Mathias Wilhena de Andrade
    José Maciel de Miranda
    Edmundo Públio Dineli da Costa

    Conselho Fiscal/Membros Efetivos
    Joaquim Machado
    Arino Brasil Cubas Buchmann
    Alceu dos Santos

    Conselho Fiscal/Membros Suplentes
    Anajê Pereira Falcão
    Ewaldo Paulo Priess
    Nelson Hadlich

    Membros Efetivos do Conselho de Representantes na Federação
    Mário José Gonzaga Petrelli
    Hamilcar Pizatto

    Suplentes dos Membros Efetivos de Representantes na Federação
    Lysis Isfer
    Adalto Ferreira Brites

    1978 - 1981 Diretoria
    Lysis Isfer
    Hamilcar Pizatto
    Mário José Gonzaga Petrelli
    Joel Maciel de Miranda
    Amaury Nogueira Freire Gamari

    Suplentes
    Manoel da Silva Machado
    Edmundo Públio Dinelli da Costa
    José Alberto Krueger
    Nelson Hadlich
    Dorival Santana

    Conselho Fiscal/Membros Efetivos
    Joaquim Machado
    Anajê Pereira Falcão
    Ewaldo Paulo Priess

    Conselho Fiscal/Membros Suplentes
    Henacy Plácido Luz
    Alaor Gerson Brenner
    Júnior Francisco Antunes

    Membros Efetivos do Conselho de Representantes na Federação
    Hamilcar Pizatto
    Mário José Gonzaga Petrelli

    Suplentes dos Membros Efetivos de Representantes na Federação
    Lysis Isfer
    Manoel da Silva Machado

    1981 - 1984 Diretoria
    Hamilcar Pizatto
    Joel Maciel de Miranda
    Eduardo G. Peres
    José Luiz L. de Souza
    José Cassiano Gomes dos Reis Jr

    Suplentes
    Amaury Nogueira Freire Gamari
    José Alberto Krueger
    Luiz Fernando Rocha Miranda
    Benedito Furquim Vaz
    Ariel Strube

    Conselho Fiscal/Membros Efetivos
    Anajê Pereira Falcão
    Wilton Mesquita Kuster
    Joaquim Machado

    Conselho Fiscal/Membros Suplentes
    Alaor Gerson Brenner
    Léo Alceu Hatschbach
    Valdemiro Bazan

    Membros Efetivos do Conselho de Representantes na Federação
    Hamilcar Pizatto
    Mário José Gonzaga Petrelli

    Suplentes dos Membros Efetivos de Representantes na Federação
    José Márcio Peixoto
    Joaquim Garcia de Campos
    1987 - 1990 Diretoria
    Hamilcar Pizatto
    Gabriel Portella Fagundes Filho
    Armin Frentzel
    Wilton Mesquita Kuster
    Amaury Nogueira Freire Gamari

    Suplentes
    Joaquim Garcia de Campos
    Alaor Gerson Brenner
    Antônio Carlos Fleury de Campos Lima
    Léo Alceu Hatschbach
    Custódio de Ferreira Bandeira Neto

    Conselho Fiscal/Membros Efetivos
    Valdemiro Bazan
    Benedito Furquim Vaz
    Ely Roberto de Camargo

    Conselho Fiscal/Membros Suplentes
    Luiz Fernando Rocha Miranda
    Eduardo Azevedo Ari Medeiros

    Membros Efetivos do Conselho de Representantes na Federação
    Hamilcar Pizatto
    Gabriel Portella Fagundes Filho

    Suplentes dos Membros Efetivos de Representantes na Federação
    José Márcio Peixoto
    José Alberto Krueger

    1990 - 1993 Diretoria
    Hamilcar Pizatto
    Armin Frentzel
    Wilton Mesquita Kuster
    José Antônio Santa Ritta Rocha
    Alaor Gerson Brenner

    Diretores Suplentes
    Benedito Joaquim Vaz
    Valdemiro Bazan
    Antônio Carlos Fleury de Campos Lima
    Joaquim Garcia de Campos
    Ely Roberto de Camargo

    Conselho Fiscal/Membros Efetivos
    Benedito Joaquim Vaz
    Valdemiro Bazan
    Antônio Carlos Fleury de Campos Lima
    Joaquim Garcia de Campos
    Ely Roberto de Camargo
    Conselho Fiscal/Membros Suplentes
    Dastro José de Pádua Dutra
    Zanoni Santos
    Roman Prust

    Para serem empossados em cargos foi dada a posse aos Representantes do Conselho Federativo, tendo como seus Membros Efetivos
    Hamilcar Pizatto
    Armin Frentzel

    Suplentes dos Membros Efetivos de Representantes do Conselho Federativo
    João Gilberto Possiede
    Basilio Prokofenko

    1993 - 1996 Presidente
    João Gilberto Possiede

    Vice-Presidente
    José Antônio Santa Ritta Rocha
    Vice-Presidente Secretário
    Antônio Carlos Fleury de Campos Lima

    Vice-Presidente Tesoureiro
    Léo Alceu Hatschbach

    Vice-Presidente Procurador
    Isair Paulo Lazzarotto

    Diretor 2º Secretário
    Antônio E. Alboite

    Diretor 2º Tesoureiro
    João M. A. Maranhão Neto

    Diretores
    Paulo Jocelyto Moll
    Mauro Iplinski
    Luiz Alberto G. Simoni
    Ramiro Fernandes Dias
    Aldo Néo São Marcos
    João José Curi
    Vilson Ribeiro de Andrade

    Conselho Fiscal/Membros Efetivos
    Ari Medeiros
    Levi José Zeni
    Pedro N. Della Bianca

    Conselho Fiscal/Membros Suplentes
    Joaquim Garcia de Campos
    Antônio A. Dalfollo Ortiz
    Ely Roberto de Camargo

    Membros Efetivos do Conselho de Representantes junto à FENASEG
    João Gilberto Possiede
    José Antônio Santa Ritta Rocha

    Membros Suplentes do Conselho de Representantes junto à FENASEG
    Antônio Carlos Fleury de Campos Lima
    Isair Paulo Lazzarotto

    1996 - 1999 Presidente
    João Gilberto Possiede

    Vice-Presidente
    Vilson Ribeiro de Andrade

    Vice-Presidente Secretário
    Isair Paulo Lazzarotto

    Vice-Presidente Tesoureiro
    Léo Alceu Hatschbach

    Vice-Presidente Procurador
    José Antônio Santa Ritta Rocha

    Diretor 2º Secretário
    Wilson Pereira

    Diretor 2º Tesoureiro
    João M. A. Maranhão Neto

    Diretores
    Antônio Carlos Fleury de Campos Lima
    Paulo Jocelyto Moll
    Ileana Maria Iglesias Teixeira Moura
    Ramiro Fernandes Dias
    João José Curi
    Mauro Iplinski
    Pedro Norberto Della Bianca

    Conselho Fiscal/Membros Efetivos
    Pedro Augusto Schwab
    Levi José Zeni
    Moacir D'Acampora Filho

    Conselho Fiscal/Membros Suplentes
    Amauri Langowiski
    Ademir da Rocha Andrioli
    José Heitor Martins da Silva

    Membros Efetivos do Conselho de Representantes junto à FENASEG
    João Gilberto Possiede
    Vilson Ribeiro de Andrade

    Membros Suplentes do Conselho de Representantes junto à FENASEG
    Isair Paulo Lazzarotto
    Léo Alceu Hatschbach

    1999 - 2002 Presidente
    João Gilberto Possiede

    Vice-Presidente
    Vilson Ribeiro de Andrade

    Vice-Presidente Secretário
    Isair Paulo Lazzarotto

    Vice-Presidente Tesoureiro
    Léo Alceu Hatschbach

    Vice-Presidente Procurador
    José Rodolfo Gonçalves Leite

    Diretor 2º Secretário
    Paulo Jocelyto Moll

    Diretor 2º Tesoureiro
    João M. A. Maranhão Neto

    Diretores
    Sérgio Wilson Ramos Jr
    Wilson Pereira
    Ileana M. I. Teixeira Moura
    Ramiro Fernandes Dias
    Antônio Evaristo Alboite
    Mauro Iplinski
    Pedro Norberto Della Bianca

    Conselho Fiscal/Membros Efetivos
    Edison Maciel Dantas
    Levi José Zeni
    José Carlos Carvalho

    Conselho Fiscal/Membros Suplentes
    Amauri Langowiski
    Norival Zamboni Turolla
    Carlos Taricano

    Membros Efetivos do Conselho de Representantes junto à FENASEG
    João Gilberto Possiede
    Vilson Ribeiro de Andrade

    Membros Suplentes do Conselho de Representantes junto à FENASEG
    Isair Paulo Lazzarotto
    Léo Alceu Hatschbach

    2002 - 2005 Presidente
    João Gilberto Possiede

    Vice-Presidente
    Vilson Ribeiro de Andrade

    Vice-Presidente Secretário
    Paulo Jocelyto Moll

    Vice-Presidente Tesoureiro
    Léo Alceu Hatschbach

    Vice-Presidente Procurador
    Norival Zamboni Turolla

    Diretor 2º Secretário
    José Antônio Santa Ritta Rocha

    Diretor 2º Tesoureiro
    João M. A. Maranhão Neto
    Diretores
    Ileana M. I. Teixeira Moura
    Ramiro Fernandes Dias
    Pedro Norberto Della Bianca
    Sérgio Wilson Ramos Jr

    Conselho Fiscal/Membros Efetivos
    Edmilson Avelino Silva
    Basílio Prokopenko
    Moacir Abbá de Souza

    Conselho Fiscal/Membros Suplentes
    Paulo Thomaz de Aquino
    Gerson Gusso
    Dirceu Tiegs

    Membros Efetivos do Conselho de Representantes junto à FENASEG
    João Gilberto Possiede
    Vilson Ribeiro de Andrade

    Membros Suplentes do Conselho de Representantes junto à FENASEG
    Paulo Jocelyto Moll
    Léo Alceu Hatschbach

    2005 - 2008 Presidente
    João Gilberto Possiede

    Vice-Presidente
    Vilson Ribeiro de Andrade

    Vice-Presidente Secretário
    Ileana M. I. Teixeira Moura

    Vice-Presidente Tesoureiro
    Ramiro Fernandes Dias

    Vice-Presidente Procurador
    Isair Paulo Lazzarotto

    Diretor 2º Secretário
    Moacir Abbá de Souza

    Diretor 2º Tesoureiro
    Paulo Thomaz de Aquino

    Diretores
    João M. A. Maranhão Neto
    Norival Zamboni Turolla
    Aristides Damião Júnior
    Francisco Bispo

    Conselho Fiscal/Membros Efetivos
    Edmilson Avelino Silva
    Luiz Azevedo

    Conselho Fiscal/Membros Suplentes
    André V. Seabra Moreno
    Marcelo Zorzo

    Membros Efetivos do Conselho de Representantes junto à FENASEG
    João Gilberto Possiede
    Vilson Ribeiro de Andrade

    Membros Suplentes do Conselho de Representantes junto à FENASEG
    Ileana M. I. Teixeira Moura
    Ramiro Fernandes Dias

  • Personalidades da História do Seguro

    O Seguro no Paraná não completou cem anos ainda, mas é claro que já fez muita história. Histórias de progresso, de desenvolvimento que caminham para o futuro certo, e próximo ao mercado segurador de primeiro mundo. Mas tudo isso teve um preço, o trabalho de muitos homens. Foram seguradores e corretores que fizeram essa história ser mais bonita, mais rica.

    São pessoas que passaram toda a vida dedicada ao seguro, em convencer pessoas da importância dele, de bater em portas, de acreditar que poderia dar certo. E deu, o resultado deste trabalho está aí para todo mundo ver, e esses homens, muitos já se foram, mas alguns permanecem trabalhando, convencendo, lutando, e enriquecendo o seguro do Paraná.

    BRÁULIO RODRIGUES DA CUNHA


    Sua carreira começou junto com as primeiras seguradoras do Paraná, na Atalaia, em 1942. Já no ano seguinte foi trabalhar como chefe de contabilidade, na extinta Santa Cruz, em 43. Foram nove anos de Santa Cruz, para em 1966 assumir o cargo de gerente do Paraná da Protetora Seguros.

    Para ele, sua carreira não foi nada fácil, mas acredita que hoje é bem mais difícil, pois as exigências de um conhecimento complica a entrada no mercado, que, no seu caso, aconteceu como acidente, "como todo mundo daquela época que não sabia o que fazer, eu fui trabalhar com seguro", comenta Bráulio, que hoje exerce o cargo de corretor na Iguatemi Corretora.

    Mas a profissão de corretor começou muito depois, foi somente em 1966 que ele entrou para essa área. Antes disso ainda foi superintendente da Boa Vista, no Paraná, e da Palmeve, com sede em Curitiba, e na Bradesco, até 88.

    Este senhor de 77 anos admite que se antes o corretor vendia seguro, hoje a população é que compra as apólices, por isso ficou mais fácil. Para ele, a carteira mais fácil de trabalhar é de carro, e a mais complexa de incêndio, mas a tendência é ficar tudo mais fácil no setor, e apesar de não se envolver como antes no trabalho, quer estar por perto para ver.

    LUIZ GARAIS BRANCO DA CUNHA


    Foi em maio de 1932 que deu início a grande carreira, 58 anos dela na Sul América, por indicação, é claro, que na época pagava muito mal, mas como não estava empregado...

    Assumiu o cargo de auxiliar de caixa, e um ano depois já era caixa. Ficou neste cargo até 49, quando foi criado o serviço de contabilidade nas sucursais, e assumiu como chefe.

    Em trabalho estafante, mas que não poupava outros caminhos. Já nesta época, Luiz vendia seguros, não em seu nome, mas de um sobrinho, com um contrato que permaneceu até 59.

    Neste período sempre obteve classificação para o Clube dos 250, 500, 1.000. Com essesíndices de produção, em 59 ele assume definitivamente a posição de corretor, que se seguiram com homenagens, recordes de produção, e muitas apólices que ainda vigoram.

    O seguro de grupo, introduzido no Brasil em 29, foi sua especialização, fazendo o seguro do Clube Curitibano, dos funcionários da Universidade Federal do Paraná, entre outras renomadas empresas. Com 93 anos, lúcido e bem disposto,é o mais antigo corretor ainda em atividade.

    GENÉSIO ALVES ROLIM


    São 55 anos de vendas em seguro, sempre de seguro de vida. Foram milhares de apólices, algumas com histórias tristes, outras nem tanto, mas todas, somadas, lhe garantiram dezenas de prêmios em concursos, e medalhas de honra ao mérito, que hoje o transformaram em figura consagrada do setor, pois já ganhou praticamente todos os prêmios de produção que existe no Estado.

    Genésio trocou a carreira militar pelo seguro. Preferiu a liberdade de bater de porta em porta, à rigidez do quartel. É claro que não foi bem assim, durante um certo tempo, acumulou as duas funções, e chegou até a vender apólice de seguro para seu superior, e esse nem foi o primeiro seguro.

    Tanto fez e vendeu, que ele mesmo declara "só não ganhei mais prêmios por falta de concurso". E não é presunção, Genésio foi por dez vezes vencedor regional do prêmio Antônio Marques, realizado em 1960, com um volume de prêmio quatro vezes maior que o segundo colocado. Acumulou ainda título de melhor corretor do ano, por diversas vezes.

    Foi corretor nota 10, tanto que empresta seu nome ao Troféu Genésio Alves Rolim, do Clube dos Executivos.

    Seguros a parte, a história que mais emociona esse corretor é a vida das pessoas, como consegue ajudar com seu seguro, e a lição de que um corretor é mais que vendedor, tem um papel social e público, onde o cliente deposita nele a confiança de um futuro tranqüilo.

    FRANCISCO ANTÔNIO PITELLA


    O que um office-boy ao entrar numa grande companhia espera? Crescer e alcançar os maiores cargos que a empresa oferece. Pois foi exatamente isso que o então office-boy, Francisco Antônio Pitella fez.

    Na extinta Eqüitativa Seguradora dos Estados Unidos do Brasil, durante os anos de 1928 à 1958, passou por auxiliar de escritório, datilógrafo, correspondente, caixa, chefe de escritório, inspetor de produção, até chegar a gerência da carteira vida da seguradora. Foram 30 anos na mesma companhia.

    Sua história confunde-se com a da Eqüitativa, que se confunde com a história do Paraná. As reuniões da companhia estavam sempre presentes, entre os funcionários, reconhecidas personalidades paranaenses, como em 1930, onde estavam presentes o Dr. Alceu Amaral Ferreira, editor chefe e revisor da Eqüitativa, e Abilon de Souza Naves, entre outros.

    Foi logo neste ano, que Souza Naves assumiu a presidência do PTB, e se candidatou ao governo do Estado do Paraná, quando veio a falecer.

    Já no início de 1940, a Eqüitativa participava das reuniões na Associação Comercial do Paraná, junto com personalidades como Epaminondas Santos, e Eugênio Mattoso, entre outros.

    Em 1954, Francisco fez o seguro de grupo dos servidores de Curitiba, incluindo entre elas, o seguro de vida do então prefeito da cidade, Ney Braga, que indicou como beneficiária, a primeira-dama, Nice Braga. Mas a Eqüitativa foi liquidada junto com o monopólio do seguro de acidente do trabalho, feito pelo governo.

    Junto a sua história, ficou a experiência que Francisco acumulou nestes trinta anos, que o ajudaram a construir o Top-Club, o Clube dos Executivos, Clube Sul, entre outras organizações de seguro de vida.

    Em primeiro de outubro de 1958, Francisco foi inspetor de seguros em grupo, na Metropolitana Companhia de Seguros. No dia 25 de abril de 1960, desafiou o tempo, apostando na experiência para trabalhar na Columbia Companhia Nacional de Seguros.

    Lá exerceu praticamente todos os cargos, até a seguradora passar para as mãos do grupo Cruzeiro do Sul, completando 28 anos na seguradora. Já era então, hora de pendurar a pasta, no entanto, apesar de aposentado desde 1988, ainda pode-se ver em algumas apólices a assinatura deste corretor de 79 anos, pois mesmo aposentado, Francisco é corretor autônomo.

  • As Mulheres no Mercado

    A presença das mulheres na área de seguros é uma vitória da competência e da ousadia. Elas vieram para ficar e estão aptas a realizar trabalho eficaz. Estão mostrando que tem cabeça fresca e tino para os negócios, pois com habilidade e delicadeza são capazes de suplantar as dificuldades próprias da atividade que escolheram e escrevem uma história de sucessos.

    Aumenta dia a dia a presença do sexo feminino no setor. Hoje, conscientizadas da responsabilidade, elas estão revelando seu raciocínio e habilidade e estão competindo de igual para igual com os homens no setor de seguros.

    A Fenaseg até chegou a lançar uma campanha com o slogan "Seguro é coisa de mulher", na tentativa de aproximar ainda mais o mercado às mulheres. No Paraná isso não foi preciso. Apersar de ainda serem poucas as mulheres assumindo cargos de diretoria dentro das seguradoras, elas estão nas corretoras. Isso agora, pois no começo não foi bem assim. Maria Carmem Iglesias Teixeira, da Alfa Corretora, teve que enfrentar alguns constrangimentos no início da sua carreira. Mas a maioria deles partiram dela mesma. Ela conta que faz parte de uma geração onde as mulheres na sua classe social jamais trabalhavam, eram apenas donas-de-casa. A perda prematura do marido não intimidou Maria Carmem, que apesar de não ter a necessidade de trabalhar, resolveu enfrentar esse mercado considerado complexo no início.


    No Paraná ela era única, tanto que se lembra do 1º Congresso de Corretores de Seguro do país, em 1978, no Recife. Além dela, apenas uma mulher participava do encontro. Hoje já não é mais assim, nos encontros e congressos elas chegam a representar 1/3 da platéia. Mas ainda percebe-se que a maioria das mulheres atuam em vendas.

    Para a única presidente de seguradora no Paraná, da Centauro, Ileana Moura, filha de Maria Carmem, essa tendência é explicada pela sensibilidade natural que a mulher possui para lidar com assuntos que tratam de segurança e futuro. Lentamente as barreiras do campo de trabalho antes restrito ao "sexo forte", hoje já são mais amenas para aquelas que estão começando.


    É o caso de Rossana Carla Pizatto, sócia-gerente da Cautela Corretora. Ela conta que teve muito apoio e, preconceito se existiu, é uma coisa do passado. O que sempre haverá é a concorrência normal em qualquer ramo de trabalho.


    Entre os seguradores existe um chodó: é Ileana. Sendo a única mulher entre os seguradores, conta que sente muito carinho por parte dos colegas, mas aclama a conquista de outras mulheres no setor. É o caso da diretora técnica de riscos pessoais da Gralha Azul Roseli das Graças Silva. Um cargo até então essencialmente masculino. O progresso destas mulheres está mostrando que não vai durar muito para que todos os departamentos sejam divididos igualmente.


    E Ileana é uma defensora desta igualdade. Ela está à frente de várias brigas, e diz que sonha com o dia em que não terá que comemorar o Dia da Mulher. Apesar de não se considerar uma feminista, Ileana acha que a diferença de salários que ainda existe entre os dois sexos é a maior dificuldade ainda enfrentada pelas mulheres. Mas com o trabalho de conscientização que vem sendo feito pelos sindicatos de classe, ela acredita que isso não deve durar muito tempo. Apesar disso, viva as diferenças. Pois são elas que dão um toque a mais no mercado. O envolvimento é maior.


    A história do Seguro no Paraná destaca a presença feminina no mercado, homengeando através de algumas representantes todas as mulheres que labutam com reconhecida competência na área.

    D. CATARINA, A LEGENDÁRIA FIGURA DO SINDICATO

    O embrião do Sindicato das Seguradoras do Paraná foi inaugurado em 1924. Chamava-se ainda Comitê Misto Paranaense e Catarinense, que em 1936 se transformou em Comitê Local. Depois Associação Profissional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização do Paraná. Finalmente, em 1952, Sindicato das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização do Paraná.

    Uma pessoa, Catarina Holzmann, descendente de russos, pegou o bonde desta história exatamente em 1936. Tinha quatorze anos e muita vontade de trabalhar. Ficou no Sindicato até 1991, totalizando 55 anos de trabalho para o seguro paranaense.

    Memória aguçada, Dona Catarina, como todos a chamam, lembra que na época o presidente do Comitê era Gabriel Leão Veiga. Certamente batizada pela experiência, Dona Catarina resume seu papel: "trabalhei neste sindicato como ninguém trabalhou. Eu fazia tudo, tudo, tudo..." De fato, ela foi o pilar que dava sustentação operacional para as decisões que os sucessivos presidentes tomaram ao longo do tempo. Um dos trabalhos mais importantes que ela lembra ter feito foi a organização da IV Conferência Brasileira de Seguros, realizada em Curitiba em 1968, quando Mário Petrelli era presidente do Sindicato.


    Vinte e seis anos depois, Dona Catarina guarda na memória o número exato de inscritos: 658. "Mais depois chegaram mais 29 pessoas. Fora os acompanhantes". Segundo ela, a cidade recebeu mais de mil pessoas para o evento. "Foi uma conferência maravilhosa", lembra.

    herança

    Quando o Comitê se transformou em Sindicato, Dona Catarina diz que foi transferida como todo o resto do patrimônio. "Passei para o Sindicato com a mesma ata dos imóveis". Com o tom de voz daquelas pessoas que são superativas, tentando também esconder o orgulho que tem do seu papel entre os seguradores, Dona Catarina diz que o Sindicato sempre significou para ela "muito serviço, mesmo". "Nós fazíamos muitas coisas, cursos para corretores, seminários..."

    Com uma mente que guarda um volume de particularidades sobre os presidentes e com 55 anos de trabalho voltado ao seguro paranaense, Dona Catarina é certamente uma importante personagem, que contribuiu para o setor no Estado. É daquelas pessoas que ficaram por detrás dos acontecimentos. Mas por ali fez e aconteceu. E a história paranaense reconhece seu esforço e trabalho.

  • Clube do Bolinha

    O Mercado Segurador tem um Clube próprio. Trata-se do Clube da Bolinha, isto sim, da Bolinha. No Paraná ele foi criado no dia 22 de fevereiro de 1962, tendo como fundador, Denio Leite Novaes. O primeiro Clube da Bolinha do Brasil foi implantado em São Paulo no ano de 1948, tendo como lema "Unindo o Seguro no Brasil". A denominação da Bolinha é porque é ela qum vai decidir quem participará do clube. Serão pessoas indicadas pelos sócios e que tenham um histórico de mercado baseado no tripé "Companheirismo, Ética e Solidariedade".

    O pretendente associado tem a sorte repartida entre bolinhas pretas e brancas. Para entrar no Clube deverá receber pelo menos 80% de bolas brancas, que representam o "sim" de cada volante. O Clube da Bolinha tem 60 sócios no Parná e em todo o Brasil este número chega a 500.

    REUNIÕES

    O mercado segurador é bastante competitivo. Onde há competição existe também discordâncias. As reuniões do Clube da Bolinha servem para suavizar a competividade do dia-a-dia. Os integrantes do Clube da Bolinha no Paraná se reúnem sempre às segundas quarta-feiras de cada mês, sendo que estes encontros têm a função de congraçamento.

    Não existe sede e muito menos estatutos para serem cumpridos. Na verdade o Clube pode ser considerado como confraria, cujo líder escolhido anualmente é denominado de reitor.

    Desta confraria fazem parte ainda o presidente da Federação Nacional das Seguradoras, o presidente do Sindicato das Empresas de Seguros e Capitalização e o diretor da Superintendência de Seguros Privados do Paraná (SUSEP), entre outros.

    divulgação

    O idealizador do Clube da Bolinha foi o paulista Dimas de Camargo Maia. Quando ele terminava seu expediente diário, rememorando as dificuldades da ndústria, sentia necessidade de expandir seus sentimentos e procurava um amigo para ajudá-lo a resolver seus problemas.

    Encontravam-se em uma pizzaria e ajudados por uma agradável palestra, acompanhada pela especialidade da casa, as soluções se apresentavam fáceis. Dimas resolveu então estender a amigos erscolhidos a experiência de sua solução, encontrando neles grande receptividade.

    A turma foi crescendo e se tornava necessário um sistema de escolha dos companheiros. Elegeu-se então o critério das "Bolinhas". Havia bolinhas pretas e brancas e sacos correspondentes a estas cores.

    Cada iniciado para escolher os futuros companheiros recebia uma bolinha branca e outra preta. Quem aprovasse o candidato colocaria a bolinha branca no saco branco e apreta no saco preto. Quem o desaprovasse usava critério diferente. Um voto contrário era suficiente para eliminar o candidato. Como a escolha dificultava para os componentes, o Clube da Bolinha em São Paulo reuniu o que havia de melhor no seguro paulista. Em 1951, havia treze bolinhas no Clube paulista. No Rio de Janeiro o Clube da Bolinha foi fundado por Walter Braga de Niemeyer, após a realização da primeira Conferência Brasileira de Seguros e Capitalização. Outros clubes se seguiram nos estados de Pernambuco, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

    No Clube da Bolinha não existe preconceito de cor, religião, política ou nacionalidade. Todos zelam por um alto quadro social, pois em nenhum deles existe qualquerelemento que desmereça a indústria de seguros. Cada Clube da Bolinha tem seu próprio modo de ser, desde que siga as rígidas linhas de seleção de seus associados. Mas a lama do grupo está no caráter de seus participantes. Dênio Novaes explica que todos eles têm que ter um histórico baseado no companheirismo, na ética e na solidariedade, que formam o tripé filosófico do clube. Dênio é considerado por seus pares "magnífico reitor". Para ele, o Clube da Bolinha "é um grupo de ajuda mútua, quando entramos para o clube somos todos iguais, não importa o cargo que exercemos lá fora".


    O Clube da Bolinha não tem sede nem estatuto. "É um conjunto de idéias", explica Dênio. Mas tem um lema: "Unindo o Seguro no Brasil". Na sua fundação, o clube só admitia como sócios donos e diretores de seguradoras. Depois foi aberta a participação para os outros segmentos do mercado: corretores, securitários, profissionais do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) e da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

    O Clube da Bolinha também nasceu para ajudar colegas de profissões. Dênio explica:"Todos sabemos que solidariedade mesmo é dificil, principalmente no mundo materialista em que vivemos. Dávamos uma solidariedade fictícia. Hoje somos todos amigos, conservamos amizades, divergimos em alguns princípios, mas somos todos iguais, temos unidade de pensamento".

    DECÁLOGO DO CLUBE DA BOLINHA DO PARANÁ

    Decálogo aprovado na Assembléia realizada em 11.05.1981

    Modificações aprovadas em Assembléia realizada em 19.04.1993

    01 . O Clube da Bolinha do Paraná terá número ilimitado de sócios,desde que, ligados à atividade seguradora. São considerados Sócios Fundadores os que assinarem a Ata de Assembléia de Fundação do Clube. Todo sócio com mais de trinta anos de contribuição ao Clube e que esteja aposentado e sem qualquer vínculo trabalhista ou atividade remunerada, terá direito ao Título de Sócio Remido, ficando isento de pagamento das mensalidades, com exceção, caso compareçam, nas reuniões festivas dos meses de Março, Setembro e Dezembro, bem como outras que poderão ser criadas.

    02 . Para alteração do presente decálogo, admissão de novos Sócios, reingresso de qualquer Bolinha, julgamento de casos omissos e faltas graves, deverá ser observado o seguinte critério: - Aprovação por escrutínio secreto com índice favorável de 2/3 (dois terços) dos presentesà reunião com a presença mínima da metade dos Sócios.

    03 . Na 2ª quarta-feira de cada mês, exceto em Março, Setembro e Dezembro, será realizado o jantar mensal com os membros do Clube, sendo designado então pelo M. Reitor o Anfitrião do mês, que terá a seu cargo a escolha do local e a organização do jantar. Com exceção da reunião de Março, só poderão participar das demais como convidados, Diretores de Companhia ou elementos de projeção dentro da atividade do ramo de seguro, convidado por um dos Sócios, ficando este responsável pelas despesas decorrentes. Além dos associados e das exceções acima mencionadas, poderão participar das reuniões, os Bolinhas em trânsito por esta Capital, ficando suas despesas por conta do Clube.

    04 . No mês de Março, posse do novo M. Reitor, haverá reunião especial de congraçamento dos Bolinhas e respectivas esposas, para qual cada Bolinha terá a faculdade de trazer, mediante o pagamento da contribuição que for previamente fixada pela Comissão Especial, constituída do M. Reitor e três (3) Bolinhas escolhidos pelo mesmo. A reunião de Setembro será em homenagem à esposa do Bolinha e a de Dezembro às festas Natalinas. Em ambas as reuniões, a contribuição será estipulada pelo Anfitrião do mês aprovado pelo M. Reitor.

    05 . As contribuições dos Bolinhas para a manutenção do Clube, serão fixadas pelo M. Reitor, levadas ao conhecimento dos Sócios, usando o critério aprovado que a mensalidade será corrigida bimensalmente pela TRDA ou outro índice que o venha substituir futuramente. O tesoureiro poderá apresentar, desde que solicitado nas reuniões mensais, a situação financeira do Clube.

    06 . São consideradas faltas graves e portanto sujeitas à sanções e penalidades impostas pela Assembléia, as seguintes:

    a) Falta de pagamento de três mensalidades;

    b) Prática de atos que desabonem a vida profissional ou particular do associado. O Sócio que transferir sua residência para outra localidade será considerado Sócio Ausente, ficando com seus direitos assegurados, entretanto, em caso de comparecimento a uma ou mais reuniões, deverá contribuir com as importâncias correspondentes.

    07 . O M. Reitor será eleito pelo período de um (1) ano, por votação secreta ou por aclamação da maioria dos presentes à reunião de Fevereiro, podendo ser reeleito.

    08 . Ao M. Reitor caberá dirigir o Clube em todos os setores, resolvendo os casos omissos em Assembléia, usando o critério exposto no ítem 2.

    09 . Os cargos de Secretário e Tesoureiro serão exercidos por dois Sócios, mediante escolha do M. Reitor.

    10 . Em seus impedimentos eventuais, o M. Reitor será substituído pelo Secretário, e, na ausência deste, o Tesoureiro.

  • Companhias paranaenses

    Atalaia. a Grande Escola

    O mundo inicaiva sua revolução industrial. Junto com ela, as indústrias se instalavam, criavam novos empregos, desenvolviam. Foi neste cenário, muitas vezes até hostíl, pelas condições de trabalho, que no dia 24 de outubro de 1938 nasceu a primeira empresa de seguros do Paraná, a Atalia Companhia de Seguros contra Acidentes de Trabalho, criada por um grupo de destacados empresários liderados por Othon Mader, Altamirano Pereira, Paulo Lidio Bettega, Asdrubal Bellegard, Pedro N. Pizatto e Anacleto T. Carli.

    No dia 1º de dezembro de 1938 foi entregue a primeira apólice, ao Dr. Ivo Leão, industrial de destaque no Paraná. Foi o começo do que viria a ser uma dasmais importantes companhias de seguros do País. Ao final de 1939 foi fundada a Atalaia Companhia de Seguros Gerais com o objetivo de operar seguros de incêndio, transportes, e outros.


    Acreditando nisso, no seu crescimento, o Paraná ficou pequeno para a Atalia que em 1940 atravessou a fronteira para instalar sua primeira sucursal em São Paulo, na época já considerado o maior mercado de seguros do país. Mas com a exigência governamental que proibia duas seguradoras operando com mesmos nomes, a Atalaia Companhia de Seguros Gerais passa a se chamar Paraná Companhia de Seguros, enquanto a Atalia Acidentes do Trabalho passa a denominar-se Atalaia Companhia de Seguros. Já no ano de 1955, quando o Paraná se tornava o primeiro produtor de café de nosso país, criou-se uma nova seguradora concedendo-lhe o nome de Ouro Verde Cia de Seguros, e a partir de então, divulgava-se a chancela do "Grupo Segurador Atalaia" constituído pelas seguradoras Atalaia, Paraná e Ouro Verde.


    Entretanto, ainda em 1952, é fundado o Banco Meridional da Produção (posteriormente Banco Mercantil e Industrial do Paraná - Banco Bamerindus do Brasil) em cuja formação societária vieram participar dirigentes da Atalaia, colocando assim as duas organizações no mesmo segmento econômico - Seguros e Banco.

    Destacaram-se nesta composição empresarial nomes como Othon Mader, então Senador da República que como Presidente das seguradoras, assumiu a Presidência do Banco; Sr. Avelino A. Vieira, Superintendente do Banco e outros Diretores como Albary Guimarães, Terézio de Paula Xavier, Dorcel Pizatto, Anacleto T. Carli e Altamirano Pereira.

    Atalaia/Bamerindus

    A partir de 1955, o grupo segurador, com respaldo do Banco, intensificou sua atração no país passando a contar com sucursais no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e posteriormente em outros estados, conquistando credibilidade em todo o território nacional.

    Já na década de 70, em razão de exigências do governo federal para a realização de fusões e/ou incorporações, a Atalaia incorporou a Paraná e a Ouro Verde e posteriormente a Cia Comercial de Seguros passando a denominar-se Bamerindus Cia de Seguros, em razão da total integração do grupo.

    Decorria, a partir desta data, extraordinário desenvolvimento, havendo a criação da Paraná Cia de Seguros Germano-Brasileira, a aquisição da Rio Branco Cia de Seguros e posteriormente da Financial Cia de Seguros. Criava-se daí duas empresas de capitalização dando-lhes o nome de Bamerindus e Financial Capitalização S/A, lançando produtos de grande sucesso, o TC Bamerindus e o Coopercap.

    Neste período e até os dias presentes destacaram-se homens cujos nomes são ou foram figuras de expressão nacional: Hamilcar Pizatto, Tomaz Edison de A. Vieira, José Márcio Peixoto, João Elísio Ferraz de Campos, João Gilberto e José Luiz Osti Muggiatti, nomes que construíram a história do mercado segurador paranaense e hoje projetam o futuro do setor no país e fora dele.

    Outros nomes também passaram pela seguradora. Nomes que fizeram com que a Atalaia/Bamerindus, conquistasse lugar de destaque nesse cenário, registrando marcante liderança.

    Neste período e até os dias presentes destacaram-se homens cujos nomes são ou foram figuras de expressão nacional: Hamilcar Pizatto, Tomaz Edison de A. Vieira, José Márcio Peixoto, João Elísio Ferraz de Campos, João Gilberto e José Luiz Osti Muggiatti, nomes que construíram a história do mercado segurador paranaense e hoje projetam o futuro do setor no país e fora dele.

    Outros nomes também passaram pela seguradora. Nomes que fizeram com que a Atalaia/Bamerindus, conquistasse lugar de destaque nesse cenário, registrando marcante liderança.

    Mas pensar que uma grande seguradora não pensa mais em crescer é um erro. Mesmo depois de 65 anos a companhia continuou em processo de desenvolvimento firmando sua posição em território nacional e conquistando mercao exterior, tanto que se instalou na Argentina, visando suas operações no Mercosul. É assim, unindo forças que esta companhia ajudou a construir a história do seguro no Paraná, com gente da terra, com gente que faz. Da pioneira Atalaia à moderna Bamerindus, cresceu e tornou-se a 3ª companhia do mercado segurador brasileiro.


    A figura de Hamilcar Pizatto se confunde com a própria história do seguro no Paraná. Jamaisse poderá esquecer o papel extraordinário desempenhado por este homem, cujacaracterística maior foi a de infundir energia e vitalidade a tudo o que fez.

    Foi um líder nato, cuja autenticidade se projetava como um exemplo de eficácia profissional Seu retrato humano é dos mais vigorosos. Quer seja no âmbito do trabalho ou fora dele, seu nome nos transmite uma lição motivadora, tal a sinceridade de propósitos revelados em sua bravura e combatividade. Ao lado disso, entretanto, revelava-se àqueles que privaram de sua convivência o homem simples, despretenciosos e sempre pronto a estreitar os amigos com larguesa de alma.

    Em 18 de novembro de 1966, juntamente com Avelino Vieira, fundava a Mercantil Corretagem de Seguros S. A. (MERCOSA). Profundo conhecedor do mercado segurador, sentira a oportunidade daquela iniciativa que viabilizou o aproveitamento do potencial de comercialização de seguros, representado pela rede de agências Bamerindus. Mais tarde, em agosto de 1973, a razão social da MERCOSA seria alterada para Bamerindus S. A. Corretora de Seguros. Em 1968, graças ao bom relacionamento que o estreitava aos dirigentes da Rede Nacional Bamerindus, e depois de empenhar-se com decidida ação e pertinência, consegue a integração das Companhias do Grupo Atalaia (Atalaia Companhia de Seguros, Paraná Companhia de Seguros e Ouro Verde Companhia de Seguros) ao Grupo Bamerindus. As razões que orientavam aquela fusão tinham por objetivo promover o fortalecimento daquele grupo de seguradoras e, conseqüentemente, dotá-las de solidez suficiente de modo a garantir excelente produtividade em benefício público. De fato, como resultado da fusão com aquele importante complexo econômico, passou-se a explorar melhor a enorme potencialidade de Balcão da Rede Bamenrindus, oferecendo-se aos clientes uma prestação de serviços mais eficiente e qualificada em termos de cobertura de riscos e garantia total.

    Uma vida de trabalho

    Nasceu em 1º de maio de 1922, na cidade de Araucária, no Estado do Paraná. Em 1º de junho de 1941 ingressou na Atalaia Companhia de Seguros contra Acidentes de Trabalho, após ter sido classificado em concurso, tendo assumido as funções de "Praticante". Em 3 de janeiro de 1942 formou-se em Contabilidade, pela Faculdade de Ciências Econômicas do Paraná. Em 12 de outubro de 1944 concluiu o curso de Oficial da Reserva do Exército Brasileiro. Em 1º de novembro de 1944 foi promovido a Sub-Chefe de Seção. Em janeiro de 1947 foi promovido a Chefe Geral do Escritório, com poderes para representar e administrar a Companhia em todos os setores. Em janeiro de 1948 assumiu a Chefia da Seção de Contabilidade.


    Em 16 de julho de 1965 freqüentou o Seminário sobre Engenharia Econômica e Planejamento, organizado pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas. Em 12 de agosto de 1966 freqüentou o Seminário de Sistemas e Métodos, organizado pela Escola de Administração de São Paulo, da FGV. Em 9 de julho de 1971 freqüentou o Simpósio de Administração de Empresas, organizado pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo. Em 30 de Abril de 1973, concluiu o Curso Técnico em Administração, conforme diploma expedido pelo Conselho Federal de Técnico em Administração. Em 24 de julho de 1973 recebeu o Diploma de Técnico em Seguro, conforme Certificado expedido pela Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização (FENASEG). Em 11 de julho de 1979 freqüentou o II Seminário sobre Modelo Estrutural das Entidades Abertas de Previdência Privada, organizado pelo Centro Brasileiro de Estudos Específicos.

    Em janeiro de 1980 foi elevado ao cargo de Diretor-Coordenador de Produção da Bamerindus Companhia de Seguros, integrando também o Conselho Diretor do Banco Bamerindus do Brasil S. A., para a área de Seguros. Em 31 de março de 1980 foi eleito para ocupar o cargo de Diretor-Secretário da FENASEG. Anteriormente, e por dois mandatos consecutivos, ocupou o cargo de Diretor-Tesoureiro daquela mesma Federação. Em dezembro de 1981 foi elevado ao cargo de Superintendente de Seguros, ficando vinculado diretamente à Presidência da Rede Nacional Bamerindus.

    Em maio de 1982 foi conduzido às funções de Conselheiro de Adminstração da Seguradora Bamerindus. Em junho de 1983 assumiu a Presidência da Bamerindus Seguros. Em março de 1991, ao se aposentar, exercia a Presidência do Conselho de Adminstração da Bamerindus Seguros. Em 12 de abril de 1991, face à aposentadoria, renunciou ao mandato de Presidente do Sindicato das Empresas de Seguros Privados e Capitalização no Estado do Paraná, o qual presidiu por dez anos, no período de 1981 a 1991. Por sete mandatos consecutivos participou da Diretoria da FENASEG.

    Comercial Cia. de Seguros

    A Companhia Comercial de Seguros surgiu em 7 de abril de 1958, tndo como seus principais acionaistas os Srs. Adolpho de Oliveira Franco Junior, Raphael Ppa, Raul Vianna de Azevedo, Aguinaldo Sampaio Ribas, Eugênio Rosário Leone, Edmundo Lemanski, Jaime Canet, Evilásio Augusto Bley, João Ferraz de Campos, Jaime Canet Jr, Giácomo Clausi e Roberto Mário Clausi.

    Seu desenvolvimento no mercado segurador foi expressivo, operando junto ao Banco Comercial do Paraná, nos diversos ramos, e em pouco tempo marcou sua presença não só no território paranaense, mas também expandindo-se para São Paulo. Em 1960 abriu sucursal no Rio de Janeiro e Brasília e em 1962 já gozava de prestígio nacional, posicionando-se entre as maiores no "ranking".


    Constituiu mais tarde o Grupo Segurador Comercial, com a participação das empresas Nova América Cia de Seguros Gerais (esta fundada em 1854 por decreto do Imperador D. Pedro II) e a União do Comércio e Indústria Cia de Seguros Gerais. Em 1975, o grupo foi adquirido pela Bamerindus Cia de Seguros, mas durante sua existência sua trajetória foi marcada pelo desenvolvimento constante, eficiência e conceito.

    Cia. Sul América de Seguros

    1895, Rio de Janeiro, quarta-feira, 20 de novembro. O "Jornal do Comércio" publica o primeiro prospecto da recém criada sociedade Anônima destinada a operar em Seguros de Vida de pessoas livres no Brasil: a "Sul América Cia Nacional de Seguros de Vida". No prospecto, a assinatura dos incorporadores: Don Joaquin Sanchez de Larragoiti, ex-Diretor Geral do Departamento Hispano-Americano de New York Life Insurance; Amando Darlot e Adolfo Fortunato Hasselmann.

    Rio de Janeiro, quinta-feira, 5 de dezembro. Ás 14h a Sociedade é instalada à Rua do Hospício, nº 31 (atual Rua Buenos Airea), e eleita a seguinte Diretoria: Diretor-Geral: Don Joaquin S. de Larragoiti; Diretores: Amando Darlot, Adolfo Hasselmann, Anônio S. de Larragoiti Justus Wallerstein, Charles James Quiney e Herbert J. Reeves.

    1899. A Sul América expande seus negócios por todo o país. no último ano do século XIX, os principais estados brasileiros já contam com representantes da Seguradora. No Paraná, o representante é Manoel Miranda Rosa.

    1908, Curitiba, sábado, 9 de maio. Aberto o primeiro escritório da Sul América no Paraná. Participam da reunião o Representante da Diretoria, R. C. Roole; os jornalistas curitibanos Chichorro Junior e Celestino Junior, respectivamente dos Jornais "A República" e "Diário da Tarde"; o banqueiro Martins de Abreu, o agente Hypólito Araújo e ainda o jornalista Duarte Velloso do Jornal "A Notícia". Felinto Braga é nomeado Representante Geral no Paraná e Gregório Garcez, Encarregado do Escritório.

    1921, Curitiba, sexta-feira, 5 de agosto. Antoniello Pierri é o primeiro funcionário contratado pela Sul América Life & Insurance Company (SALIC) - a Sul América Companhia Nacional de Seguros de Vida, que transforma o escritório, aberto em 1908, em Sucursal. A SALIC está instalada no 1º andar do prédio (já demolido) localizado na esquina das ruas 15 de Novembro e Marechal Floriano. No andar térreo, o prédio abrigava as instalações do também já extinto Banco Nacional do Comércio. Pierri assumiu como Superintendente do Departamento Sul, que compreende os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

    1929, Rio de Janeiro, quarta-feira, 9 de maio. Durante Assembléia Geral proposta pelo Diretor Antônio de Sanchez Larragoiti, é aprovada a mudança do nome de Companhia para "Sul América Terrestres, Marítimos e Acidentes - Cia de Seguros. Surge a SATMA.

    1929, Rio de Janeiro. A Sul América adota em seus impressos e na propaganda veiculada em todo o país o dístico "Firme como o Pão de Açúcar". A Seguradora é a primeira a lançar no país o Seguro de Automóveis.

    1931, Curitiba, quinta-feira, 15 de janeiro. A Sul América Terrestres, Marítimos e Acidentes (SATMA) abre a Sucursal de Curitiba. Começa a operar no segundo andar do prédio do Banco Nacional do Comércil (hoje demolido), na esquina das ruas 15 de Novembro e Marechal Floriano. A Sucursal é inaugurada pelo representante da Diretoria do Rio de Janeiro, Bráulio Teixeira. Pedro Hoffmann Sobrinho é o primeiro funcionário registrado na SATMA - Sucursal do Paraná.

    Curitiba, abril. Antoniello Pierri assume a gerência da SALIC, instalada no primeiro andar do mesmo prédio. São agentes de Produção Jonas Barbosa, Raphael Pierri, Herculano Fonseca, José Maria Vianna Sobrinho e João Hoffmann Junior.

    1932, Curitiba, segunda-feira, 2 de maio Vasco da Gama Coelho, Caixa da Sucursal SALIC/PR, convida Luiz Garai Branco Cunha para o cargo de Auxiliar de Caixa. Cunha então com 28 anos, se incumbe de conferir os extratos de contas de agentes enviados do Rio. Luiz Garai Cunha foi o mais antigo membro da Família Sul América no Estado do Paraná.

    1933, Curitiba. Vasco Coelho tranferido para atividades externas; Luiz Garais designado pela matriz do Rio a chefe do Setor de Contabilidade da Sucursal do Paraná. Churrascada no campo de futebol do já extinto Palestra Itália, no bairro Batel, em data não definida, congrega diretores e funcionários da SALIC. Participaram, entre outros, Luiz Cunha, Antônio Souza Bueno, Antônio Ribeiro Neto, Herculano Fonseca, Samuel Leite, Vasco Coelho, Erasto Pereira Alves e os agentes Jonas Barbosa, Raphael Pierri e José Maria Vianna.


    A matriz, após negociações com o empresário paranaense Maurício Caillete, adquire por 105 contos de réis, terreno onde constrói a sede p'ropria, à Rua 15 de Novembro, 608. Por 910 contos de réis contratam-se os serviços da Companhia Construtora Nacional. As obras são supervisionadas pelo Engenheiro-Fiscal paranaense Olilon Mader. O projeto prevê um prédio de cinco andares.

    Curitiba, quinta-feira, 29 de novembro. Antônio Marquez, Diretor da Sucursal do Paraná, öferece jantar à família SALIC no Grande Hotel Moderno". Uma particularidade: todos os pratos, servidos à francesa, levam os prenomes de Diretores e funcionários da Empresa:"Salmão com mayonnaise ao Aniello" (alusão ao Superintendente Aniello Pierri);"Consommé com Palitos à Parmezam ao Herculano" (Herculano Fonseca); "Lingradoà Jonas" (o agente Jonas Barbosa); saladas; "Gelados Darcy" (Darcy Correia, funcionário), encerrando com o Café Moka Paraná.

    1935, Curitiba, quinta-feira, 5 de dezembro. Festa de Cumeeira reúne Diretores da Sul América do Rio de Janeiro e Diretores e funcionários da Sucursal do Paraná no topo do prédio destinado à Sede p'ropria. À noite, agentes e colaboradores participam de um jantar, no Grande Hotel Moderno, alusivo à passagem do 40º aniversário da Seguradora, oferecido pela Diretoria da Companhia Nacional de Seguros de Vida "Sul América".

    1936, Curitiba, segunda-feira, 18 de maio. Inauguração festiva da Sede própria da Sucursal do paraná, à Rua 15 de Novembro, 608, as instalações são ocupadas pela SALIC. Dias após a inauguração, a SALIC deixa o velho endereço e se instala no 1º andar do Edifício-Sede. Integram o quadro funcional, entre outros, Izete Mote, Leonor Bittencurt, Carlos Westphalen, Vasco Coelho, Sebastião Darcanchy, André Perrone, Luiz Garai Branco da Cunha, Manuel Juliá. O Diretor da Sucursal é Antônio M. Marques. Na ocasião, o grupoé fotografado nos salões do Grande Hotel Moderno ao lado dos Diretores do Rio de Janeiro, Julius Weil e Jaime Mesquita.

    1940, Curitiba. O futuro diretor regional da Sul América Paraná, José Maciel de Miranda e Orestes Baggio iniciam a carreira de Secretários na Atalaia Companhia de Seguros, empresa estabelecida no Edifício Ivo Leão à Rua 15 de Novembro, que até hoje abriga no térreo o Café Alvorada, ponto de encontro de jornalistas, intelectuais e comerciários, no centro da cidade. A Atalaia é dirigida por Othon Mader e José Bettega.

    1953. Após negociações que envolvem a Matriz, no Rio, e a Sucursal, a Sul América adquire dois pavimentos no Edifício Taunay, à Rua 15 de Novembro, 556, acessado pela Galeria Lustosa. O prédio foi construído pela Construtora Gutierrez, Paula & Munhoz, de Curitiba. Recém-inaugurado, está a poucos metros do Edifício Sul América, na mesma rua. A SATMA, que até então ocupa as instalações do Edifício Sulacap (Rua 15 de Novembro, esquina com Barão do Rio Branco), transfere-se ao novo endereço. A SALIC continua à Rua 15 de Novembro, 608, no Edifício-Sede. A aquisição dos conjuntos na Galeria Lustosa, é conduzida pelo Marquês de Seguro, genro da Família Larragoiti.

    1969, Curitiba, julho. Criada a Gerência de Produção na Sucursal do Paraná. José Maciel de Miranda, até então inspetor, assume o cargo, a convite do Diretor de Produção da Matriz, Lúcio Cardoso de Souza, Permanece no cargo até 1974. Com a posse de José Maciel de Miranda na Gerência, Orestes Baggio assume a Inspetoria. José Godo Rocha Jr deixa a Carteira de Acidentes do Trabalho e passa a Inspetor de Produção.

    1966 Curitiba, fevereiro. Após 34 anos de dedicação à Sul América, Luiz garais Cunha requer aposentadoria junto à Sucursal do Paraná.

    1970, Curitiba, quarta-feira, 23 de dezembro. Em virtude de sua expansão, a SALIC, instalada à Rua 15 de Novembro, 608, no Edifício Sul América, adquire os conjuntos 201 a 208 (2º andar) e 401 a 408 (4º andar) no Edifício Banrisul, à Rua Marechal Floriano, 228, mas a mudança só se dará no ano seguinte.

    Curitiba, quarta-feira, 30 de dezembro. Através da Ata da Reunião de Diretoria, José Soares de Menezes é nomeado para cargo de Vice-Diretor da SATMA - Sucursal do Paraná.

    1974, Curitiba. Criada a Diretoria Regional na Sucursal do Paraná.

    Curitiba, terça-feira, 1º de outubro. José Antônio Santa Ritta Rocha ingressa na SATMA com Sub-Inspetor de Ramos Elementares. Após exercer diversos cargos, assume a Direção Regional da Sucursal do Paraná.

    1975, Curitiba, sexta-feira, 4 de abril. Depois de ocupar os cargos de Gerente da Sucursal e Vice-Diretos, após 45 anos de serviços prestados, José Soares de Menezes requer aposentadoria como Gerente-Geral da SATMA Paraná. É substituído por José Maciel de Miranda, que é empossado dia 10 por Lúcio Cardoso de Souza, representante da Matriz. Na mesma data, José Godo Rocha Jr assume o cargo de Gerente de Produção.

    1976, Curitiba, quinta-feira, 1º de junho. Na SATMA, Sady Dornelles, até então Diretor Regional para Curitiba e Blumenau (SC), assume o cargo de Diretor Regional de Contas Especiais da Sucursal do Paraná. Permanece nessa função até a sua aposentadoria, em 7 de junho de 1989.

    Rio de Janeiro, sexta-feira, 26 de novembro. A Sul América Cia Nacional de Seguros de Vida altera sua denominação para Sul América Cia Nacional de Seguros.

    1978, Curitiba, 1º de janeiro. José Godo Rocha Jr deixa a Gerência de Produção e assume a Gerência Administrativo-Financeira. José Antônio Santa Ritta Rocha, Inspetor desde outubro de 1974, é promovido a Assistente Comercial.

    Rio de Janeiro, terça-feira, 21 de novembro. Por decisão da Matriz, surge a Sul América Seguros, resultante da integração SALIC/SATMA/SULACAP. Na ocasião, José Maciel de Miranda é o Diretor Regional da SATMA e Sady Dornelles, da SALIC. A integração, conforme a Diretoria Nacional da Seguradora, objetiva a racionalização da parte administrativa, aos Escritórios de Produção compete fazer, simultaneamente, o atendimento aos ramos Vida e Elementares. Em decorr6encia da integração, a SULACAP, em Curitiba, deixa as instalações do Edifício Sulacap, à Rua 15 de Novembro, 509, e ocupa o 12º andar do prédio da mesma rua, 556.

    1988, Curitiba, 1º de janeiro. A Sucursal do Paraná da Sul América Seguros tem, oficialmente, novo Diretor Regional: é José Antônio Santa Ritta Rocha, que substituiu Gabriel Portella, transferido para São Paulo.

    Seguradora Gralha Azul

    Nem só de passado se constrói uma história. A Gralha Azul Seguradora é um exemplo, surgiu em 1992, vem conquistando posições no ranking da FENASEG (no levantamento de 1994 saltou do 37ª para a 26ª posição), e e apresentou crescimentos reais da ordem dos 40% ao ano. Para o seu superintendente, Aroldo dos Santos Carneiro, isto é um fato surpreendente dentro de uma empresa brasileira e que opera com poucos produtos - foi só em 1995 que começou a operar com Saúde, mas iniciou suas atividades apenas com a Carteira de Vida. Tudo isso, trabalhando principalmente no Paraná. O principal motivo deste crescimento foi a sensibilidade que a companhia teve ao investir em segmentos que a sociedade estava necessitando, "o perfil de nossos clientes é da pessoa física, da pequena e média empresa, em especial, das localizadas no Estado", define ele.

    Cerca de 85% de todo o trabalho da Seguradora está centrado no Paraná, o que garante a definição da metade que lhe cabe do Estado. Apesar de trabalhar com a Carteira de Automóveis, existe uma tendência de diminuir gradativamente, valorizando cada vez mais outras Carteira novas da Companhia.


    Outra coisa que tem sido muito valorizada dentro da Gralha Azul é a qualidade de atendimento. Com um trabalho de reengenharia, foi feito um processo de descentralização, com abertura de sucursais com automia operacional. Assim, a Matriz funciona apenas como uma linha mestra da Seguradora, limitando a fixação de políticas e controles gerais. Mas não fica só no campo operacional. Um programa de qualidade total foi feito com os funcionários, que primam com a qualidade de atendimento, com deveres de respostas aos problemas dos segurados. Tudo issso tem uma meta estabelicida: não chegar simplesmente entre as maiores seguradoras brasileiras, mais permanecer entre elas, de olho, é claro, no Mercosul. Para que o crescimento seja harmônico, a Companhia pretende trabalhar com bases em pesquisas, para saber sempre os anceios do mercado.

    O seu futuro ela já sabe: crescer com resultados industriais positivos, alcançar posições melhores dentro do ranking da FENASEG, e fazer o futuro do mercado segurador paranaense com a sua marca.

    Itacolomi Seguros

    A década de 90 fez brotar muitas seguradoras no Paraná. Época fértil, que demonstrou o potencial do mercado e a ousadia dos empresários paranaenses em fundar novas companhias em um mercado dominado por grandes empresas.

    Mergulhadas neste bom terreno, o experiente corretor da Cautela Seguradora, Pedro Schwab, aceitou o convite para dirigir uma nova seguradora.

    A Itacolomi nasceu em 1991 dentro deste espírito, de Pedro Schwab, um homem de confiança dentro do mercado. A partir de 1994, a Seguradora passou para outras mãos, fazendo parte do Grupo Inepar, atuando em todos os ramos de Seguros e conquistando a cada mês novos espaços.


    A mudança de direção não mudou as características da Companhia, que cresce ágil, e Pedro Schwab, Superintendente acredita no futuro e na força das empresas do Paraná, oferecendo ao Estado a oportunidade de ver o crescimento de mais uma grande seguradora.

    J. Malucelli Seguradora

    Integrante de uma grande corporação, de 18 outras empresas, a J. Malucelli nasceu em 1992, fruto do sonho do Presidente do Grupo, Joel Malucelli, o faturamento vem crescendo ano a ano, e em 94, já contabilizava U$ 6 milhões. Mas como toda empresa, o que importa é crescer com qualidade, a J. Malucelli não passou desapercebida pelas transformações que o mercado está sofrendo, e começou 95 com grandes mudanças.

    Para crescer não basta somente a credibilidade do Grupo, ela trouxe mais, a credibilidade da Administração. Foi assim que passou por diversas mudanças, entre elas, de parte de seu grupo diretor. Com o Superintendente, João Gilberto Possiede à frente da empresa, a J. Malucelli passou por uma "nova fase" com uma "nova face".


    E tudo mudou, desde a estrutura interna, com a nova filosofia de trabalho entre os funcionários, até a roupagem dos produtos. Além dos ramos elementares, a Seguradora está trabalhando também com Seguro Empresarial, de Condomínio, Residencial e de Vida, todos com várias coberturas acopladas, respondendo às necessidades mais freqüentes atualmente.

    Mas sem dúvida, a grande novidade da J. Malucelli é o Seguro Garantia. Especializada, hoje a Seguradora já pode oferecer ao mercado apólices sem limites aprovados pelo IRB, o que agiliza o processo de emissão da apólice, com enorme conforto ao cliente.

    Formalizando parcerias com companhias maiores, a J. Malucelli está primando pela qualidade de serviço prestado ao segurado. É o caso da Carteira de Automóveis, que oferece um atendimento 24 horas, que providencia tudo o que deve ser feito em caso de sinistro.

    O Superintendente afirmou que "essa é a melhor forma de oferecer ao segurado um benefício que a J. Malucelli só poderia ter daqui a algum tempo". Por isso e por muito mais que está reservado, a J. Malucelli constrói a história futura do Seguro no Paraná.

    Centauro Seguradora

    Ousando ao colocar uma mulher como Presidente, que passou de Corretora a Seguradora, em junho de 1993 a Centauro Seguradora S/A recebeu a autorização de operação. Mas foi somente em janeiro do ano seguinte que começou a trabalhar.

    E trabalhou bem, pois em um ano de funcionamento cresceu mais de 3.000%, operando sempre com a Carteira de Vida, Saúde e Previdência. Para a Seguradora, o segurado é exclusivo e tem razão de ser. Por isso mantém como filosofia a excelência na prestação de serviços.

    Quando se nasce pequeno, para enfrentar um mercado de grandes, ou une-se a eles ou, temendo seu poder, mantém distância da concorrência. a Centauro optou pela segunda alternativa.

    Para a Companhia todos os concorrentes são potenciais parceiros em algum negócio, mas sempre sabendo o seu lugar no mercado.


    Assim, a Centauro acredita na especialização do mercado segurador, por isso opera só no ramo da pessoa, e não pensa em expandir. Para a Seguradora, a tendência do futuro será uma divisão entre as grandes seguradoras, com atuação nacional e operação em todos os ramos de Seguro, e as médias e pequenas com regional e altamente especializadas.

    Sabendo do pedaço que lhe cabe dentro do mercado, a Centauro não pensa no mercado nacional, acredita que atuando apenas na Região Sul e no Mercosul já está crescendo. Uma Seguradora que acredita no seu futuro, e no Paraná como potencial.

    Sua Diretoria está assim constituída:

    Diretora Presidente: Ileana Maria Iglesias Teixeira Moura

    Diretor Financeiro: Luiz César Busch Ziliotto

    Diretor Administrativo: Ney Camargo Machado Filho

    Diretor Técnico: Pedro Pereira

    A Centauro Seguradora opera nos três Estados do Sul.

  • Marco Histórico

    PARANAENSES NAS ENTIDADES MÁXIMAS DO SEGURO NACIONAL

    Pouco a pouco outra regiões do Brasil, que não do eixo Rio/São Paulo, começam a crescer e se desenvolver. Não que isso signifique que o eixo está perdendo seu prestígio, mas que outras regiões estão encontrando a mesma força. Com o mercado segurador tem sido assim por muitos anos, as seguradoras cariocas e paulistas e dominavam o mercado. As que ousaram e se aventuraram a crescer em outras regiões, eram apenas mais uma companhia. Hoje o cenário mudou. Essas seguradoras não são apenas mais uma entre as centenas existentes. São seguradoras que competem, que estão mostrando que o Paraná pode disputar seguros de qualquer nível.

    E falar das companhias de seguros é falar dos homens e mulheres que fazem essas empresas. São homens e mulheres que acreditaram, e acreditam, na capacidade do Paraná. Que confiam no potencial, que estão assumindo de frente a luta de todos os empresários do setor. São homens como João Elísio Ferraz de Campos, que saíram do Paraná não para buscar melhores mercados, mas para melhorara o mercado. Lutando para que ele seja igual aos melhores países. Saiu para ser presidente da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados (FENASEG) e para o qual já foi reconduzido.

    Homem de carreira pública, João Elísio é advogado formado pela pontifícia Universidade Católica do Paraná. Iniciou sua carreira em 1972 na direção da Fundação Educacional do Paraná (FUNDEPAR). Depois foi secrtário de Administração no Governo Jaime Canet Júnior. Em 1978 se elegeu deputado estadual, e em 1982, como vice-governador, assumiu paralelamente a presidência do Banco de Desenvolvimento do Paraná (BADEP), em seguida a Secretaria da Fazenda. Com a ida do então governador José Richa ao Senado, João Elísio assumiu o governo do Estado.

    No setor de seguros, sua trajetória iniciou-se na Companhia Comercial de Seguros Gerais, onde exerceu diversas funções até chegar à Diretoria. Na Bamerindus Seguradora ocupou os cargos de diretor e presidente. E em abril de 1993 passou a presidir o Conselho de Administração da companhia.

    O ápice na sua carreira no setor de seguros aconteceu com sua eleição para presidente da FENASEG. Marcou a história do mercado, pois além de assumir a FENASEG, também foi o primeiro paranaense a ocupar o cargo de presidente da Fundação Nacional das Escolas de Seguros (FUNENSEG), os dois mais altos cargos dentro do setor de seguros.

    Mas não parou por aí. João Elísio Ferraz de Campos destacou-se também na área internacional. Assumiu a vice-presidência da Comissão de Serviços Financeiros, Técnicos e Bancários e de Seguros do Comitê Brasileiro da Câmara de Comércio Interncaional (CCI), com sede em Paris. Foi o primeiro paranaense a ocupar este cargo projetando o Seguro do Paraná.


    FENACOR

    Paralelo à eleição de João Elísio, o Estado ampliou uas forças dentro do mercado segurador brasileiro através da indicação do corretor Renato Bechara Amin ao cargo de presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros. A eleição de Bechara aconteceu como uma medida para conciliar o segmento, que até pouco tempo estava sem uma liderança nacional. Bechara foi oprimeiro paranaense a ocupar o cargo de presidente do órgão e se destacou pela sua habilidade em unir um setor muito competitivo.

    A eleição de Renato Bechara Amin, segundo ele mesmo define, foi realizada em clima de absoluto consenso.

    E o Paraná registra em sua história outro marco importante na área do Seguro.